Jornal do Brasil

Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Economia

'Financial Times': Mercados livres da UE lutam para manter negociação após Brexit

A política comercial do ativista não deve permitir que se torne protecionista

Jornal do Brasil

Matéria publicada nesta terça-feira (19) pelo Financial Times analisa que a saída do Reino Unido da UE terá muitas conseqüências adversas tanto para os abandonados quanto para a própria. 

Segundo a reportagem uma das considerações adversas é a partida de uma das vozes mais fortes e consistentes para o comércio livre dentro da união. Um grande contrapeso para os protecionistas habituais na França, na Itália e em outros lugares deixará muito a desejar. Embora a UE esteja fechando uma série de acordos comerciais bilaterais com o Mercosul, a união aduaneira sul-americana, bem como a Austrália e a Nova Zelândia, também está mostrando sinais perturbadores de manter os bens, serviços e capitais estrangeiros.

Um teste precoce surgiu sob a forma de propostas empurradas por Emmanuel Macron, presidente da França, para um sistema de triagem à escala da UE e, se necessário, bloqueio de aquisições de fora da UE. A lógica é a segurança nacional, mas o mecanismo está aberto a países mais poderosos, como a França, protegendo suas empresas, impedindo os produtores competitivos de se instalarem em países menores, aponta o Times.

A comissão sempre teve que seguir uma linha entre apaziguar os estados mais protecionistas e os mais liberalizantes. Com a partida do Reino Unido e a mudança da Alemanha, esse posicionamento se tornará mais delicado e os riscos de pender para o lado protecionista serão maiores. A comissão pode se orgulhar de assinar novos acordos comerciais em todo o mundo, mas também precisa ajudar a manter as fronteiras abertas em casa, finaliza.

>> Financial Times

A comissão sempre teve que seguir uma linha entre apaziguar os estados mais protecionistas e os mais liberalizantes, diz o texto do Financial Times
A comissão sempre teve que seguir uma linha entre apaziguar os estados mais protecionistas e os mais liberalizantes, diz o texto do Financial Times

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