Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

Economia

'Financial Times': Crescimento fraco do PIB não influencia eleitorado

Jornal comparou economia brasileira à "dança da cordinha": a cada volta, mais baixa

Jornal do Brasil

O Financial Times disse em matéria desta terça-feira (12) que apesar de pesquisas apontarem para um crescimento do PIB cada vez menor, os eleitores não parecem estar incomodados com as perspectivas econômicas. De acordo com o jornal, a pesquisa Focus, feita com economistas pelo Banco Central, apontou para uma previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 em apenas 0,81%, recuando pela 11ª semana seguida. As perspectivas para 2015, inalteradas durante cinco semanas em 1,5%, também recuaram, ficando agora em 1,2%.

Para o jornal, as perspectivas de crescimento para a economia brasileira estão como a “dança da cordinha”. “A cada volta, um pouquinho mais baixo”, diz o texto.

O Financial Times diz que ao mesmo tempo em que esse cenário é traçado, uma pesquisa divulgada na última semana pelo Ibope apontou para um aumento do índice de aprovação do governo em relação ao mês anterior. A aprovação subiu ligeiramente, de 31% para 32%.

Além disso, o jornal lembrou os demais dados revelados pela pesquisa Ibope. Se as eleições de outubro tivessem sido realizadas na semana passada, a atual presidente Dilma Rousseff teria conseguido 38% dos votos e cerca de 50% dos votos válidos. Caso as eleições fossem para o segundo turno, Dilma também venceria seus dois principais adversários políticos – Aécio Neves e Eduardo Campos.

O Financial Times aponta para o fato de que os valores dos ativos brasileiros no mercado tem oscilado de forma inversa ao desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais O jornal afirma que o os investidores parecem acreditar que más notícias para a atual presidente significariam boas notícias para a economia.

Contudo, esse tipo de pensamento parece não ter alcançado o restante do eleitorado. O jornal lembra ainda do caso do relatório enviado a clientes pelo Santander, atribuindo o aumento dos preços de ações à uma queda de popularidade da Dilma resultou em quatro demissões de membros da equipe do banco.

De acordo com o Financial Times, a estagnação econômica geralmente se traduz em queda da popularidade do governo, mas que, até agora, não é isso o que parece estar acontecendo.

Tags: Aécio Neves, Dilma Rousseff, Eduardo Campos, eleições #eleições2014, Focus, Ibope

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