Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Economia

'The Wall Street Journal': Pré-sal compensa quedas em campos maduros

De acordo com jornal, produção de petróleo na região do pré-sal tem batido recordes

Jornal do BrasilRafael Gonzaga*

Os ganhos de produção nos campo de pré-sal seriam extremamente necessários para compensar as quedas na produção em campos maduros da Petrobras, de acordo com matéria publicada nesta sexta-feira (8) pelo The Wall Street Journal. A matéria diz que em 2013 a produção total da Petrobras caiu para 1,93 milhões de barris de petróleo por dia – em 2012 foram 1,98 milhões. Este ano, contudo, com o aumento da produção de petróleo na região do pré-sal, os números têm subido: em junho, a produção teria atingido mais de 2 milhões de barris por dia.

O jornal apontou que a produção nos campos de pré-sal já ultrapassou a quantidade de 500 mil barris por dia, quase o triplo do alcançado em 2012. Atualmente, o pré-sal seria responsável por quase um quarto da produção total de dois milhões de barris diários da Petrobras. O The Wall Street Journal classificou o pré-sal com uma rápida rampa de aceleração para a Petrobras.

Com a divulgação de balanços do segundo trimestre sendo aguardada para o final desta sexta-feira (8), o jornal norte-americano diz que o Brasil pretende estar entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo, pegando uma carona no pré-sal. Contudo, a matéria pontua que para atingir o objetivo, a Petrobras ainda terá que vencer desafios técnicos e financeiros.

O jornal afirma que a Petrobras se tornou o gigante do óleo mais endividado do mundo por conta dos empréstimos pesados utilizados para financiar exploração e desenvolvimento. A projeção que o jornal aponta é de que sejam gastos 102 bilhões na área do pré-sal até 2018 – e outros bilhões a mais para desenvolver plenamente essas reservas.

Ainda assim, o jornal frisa que a descoberta do pré-sal remodelou a indústria de energia no Brasil: atualmente existem mais plataformas petrolíferas de águas profundas, navios de abastecimento, produção flutuante e unidades de abastecimento operando no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo, de acordo com a empresa de pesquisa IHS. As duas principais bacias seriam, por exemplo, do tamanho do estado norte-americano da Geórgia.

Para alcançar o petróleo do pré-sal, o jornal diz que a Petrobras tem investido bilhões de dólares em pesquisa, novas de tecnologias de imagem 3D, navios e helicópteros maiores para enviar trabalhadores e equipamentos para os campos. Novas técnicas de perfuração também teriam sido necessárias para chegar ao petróleo.

O jornal diz que o próximo grande desafio da Petrobras está justamente em seus já existentes campos maduros de petróleo. O Campo petrolífero de Roncador, localizado na área norte da Bacia de Campos, teria apresentado uma queda para 246.200 barris por dia, em comparação com os 395 mil de 2010 – colocando ainda mais pressão para os campos do pré-sal cumprirem suas metas produtivas.

De acordo com o The Wall Street Journal, a Petrobras garantiria que trabalha constantemente para compensar um declínio, que seria natural, dos seus campos maduros. Além disso, porta-vozes da empresa assegurariam que a taxa de declínio em campos maduros está bem abaixo dos valores de referência internacionais para esse tipo de campo.

*Do programa de estágio do JB

Tags: bacia de campos, balanços, Dilma Rousseff, investimentos, Petrobras, Petróleo, pré-sal

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