Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Economia

Itália: Renzi afirma que não 'mudará linha de governo'

Mesmo com queda do PIB, ele diz que seguirá com reformas

Agência ANSA

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, declarou nesta quinta-feira (07) que "não mudará sua linha de governo", mesmo com os resultados econômicos do último trimestre terem ficado negativos.

    "A linha não se muda e a queda do PIB não deve ser vista como uma rejeição. Será necessário trabalhar mais e transformar esse número em oportunidade para acelerar as reformas", disse o premier em entrevista ao Messaggero.

    O primeiro-ministro ainda ressaltou que os italianos podem deixar de confiar no Executivo, "mas eles não podem nos acusar de falta de clareza". A aposta de Renzi é mudar as regras do jogo, da Constituição à lei eleitoral. Ter um perfil mais marcante na política externa, especialmente na região do Mediterrâneo e na África e fazer um grande investimento na cultura e na educação. "Com essas cinco políticas, a política volta a ser digna desse nome", disse Renzi. Ele ainda afirmou que continuará com a política de privatizações de empresas estatais, "mas sem a pressa com que seria preciso realizar", pois "esse não é o momento de vender". Renzi tem como principal bandeira as reformas em diversas áreas da política italiana. Chamado de programa "Mil Dias", ele é dividido em 10 propostas, das quais cinco possuem caráter político: reformar a constituição para acabar com o bicameralismo paritário; criar uma nova lei eleitoral que estabeleça um vencedor claro ao fim de cada pleito; aumentar a voz da Itália em questões internacionais; refletir sobre o papel das escolas; e reduzir as despesas públicas. As outras cinco ideias, segundo Renzi, possuem um perfil "administrativo". Elas incluem reformas trabalhista, fiscal, judiciária e da administração pública, além de um pacote de investimentos em infraestrutura, energia e redes digitais.

Tags: crise, economia, itália, PIB, recessão

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