Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Economia

'Calote' da Argentina não terá grande impacto, diz FMI

Agência ANSA

Uma possível moratória técnica da Argentina não terá um grande impacto por conta do isolamento relativo do país do sistema financeiro, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde. Ela também destacou que "mesmo que um default seja sempre desagradável, não acho que teria um forte impacto em grande escala".    

A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou no dia 16 de junho o recurso apresentado por Buenos Aires para revisar a ordem de pagamento dos "fundos abutres" (nome de títulos da dívida pública argentina comprados quando o país declarou moratória, em 2001, não renegociados) e ordenou seu pagamento. Se Buenos Aires não conseguir pagar os abutres, ou ao menos chegar a um acordo, até o dia 31, o país entra em moratória técnica - quando tem fundos para pagar a dívida, mas não consegue tomar a ação.

Thomas Griesa, o juiz de Nova York que acompanha o caso, autorizou "pela única vez" o banco Citigroup a pagar os credores que aceitaram a reestruturação de títulos em 2005 e 2010, mas sob jurisdição argentina.    

O magistrado alegou que a Justiça norte-americana não quer "prejudicar o pagamento da Repsol". "Por esta única razão o Citigroup poderá pagar os interesses do bônus da Repsol e também dos bônus reestruturados", explicou o juiz em comunicado.    

Ainda de acordo com ele, era muito difícil para o banco distinguir entres os bônus argentinos e os destinados ao pagamento da empresa espanhola.    

A Repsol aceitou o pagamento "em bônus soberanos como compensação pela expropriação" da YPF em maio de 2012 de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões).     

Clube de Paris     

A Argentina pagou nesta segunda-feira a primeira parcela, de US$ 642 milhões, do plano de pagamento de dívidas recentemente acordado com o Clube de Paris .    

"Desta maneira, a Argentina continua no caminho de regularização dos passivos internacionais produzidos pelo default do ano 2001", informou o Ministério da Economia argentino.    

No final de maio, Buenos Aires chegou a um acordo com o Clube de Paris para saldar um débito de US$ 9,7 bilhões em um período de 5 anos. O país deve pagar ao menos US$ 1,1 bilhão até maio de 2015. 

Tags: argentinos, dívida, economia, EUA, pagamento

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