Jornal do Brasil

Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Economia

Banqueiro rouba em Portugal e prejudica pequenos acionistas brasileiros

Jornal do Brasil

Ricardo Espírito Santo Salgado, patriarca da família Espírito Santo, foi detido esta semana em Portugal para prestar esclarecimentos na investigação que apura transferências ilegais entre gestores de fortuna, o que poderia ser o maior caso de lavagem de dinheiro de Portugal. A crise no Grupo Espírito Santo está afetando diretamente a fusão entre a Portugal Telecom (PT), da qual é acionista, com a brasileira Oi. 

O Grupo Espírito Santo desenvolve atividades financeiras no Brasil, direta ou indiretamente, desde 1976, fugindo de Portugal  quando foi nacionalizado, pois fazia parte do sistema financeiro de Salazar que dominava e sacrificava os angolanos.

Na época, os principais sócios deixaram Portugal. Iniciaram, então, atividades financeiras no Brasil, na Suíça, na França e nos Estados Unidos, com destaque para a multiplicação dos negócios em terras brasileiras. Informações dão conta de que eles se associaram a grupos brasileiros, participando de operações ilícitas e causando grandes prejuízos. A família retomou o Banco Espírito  Santo posteriormente.

>> BES: Ricardo Salgado tem dez dias para pagar 3 milhões de euros à Justiça

>> Crise com Portugal Telecom fere imagem da Oi e prejudica fusão

>> Ex-presidente do Banco Espírito Santo tenta transferir bens no Brasil

>> Portugal Telecom não recebe 847 milhões de euros da Rioforte

>> Rioforte formaliza pedido de recuperação judicial

>> Moody's coloca nota da Oi em revisão para rebaixamento

>> Acionistas minoritários querem processar Portugal Telecom

O processo de internacionalização da Portugal Telecom, iniciado em 1997, esbarra com o mercado brasileiro de telecomunicações em 1998, com a aquisição de importantes entidades, como a Telesp Celular, Telesp Fixa e a Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). Uma das etapas de privatização no Brasil aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso, tendo como marco a aprovação da Lei de Concessões, em fevereiro de 1995. O objetivo era criar regras gerais para o governo conceder a terceiros o direito de explorar a produção de serviços públicos, a exemplo do setor de geração de energia elétrica e de telecomunicações. A privatização dessas áreas exigiu um esquema complexo de regulação, para alcançar a maior competição do setor, na promessa de eliminação do monopólio público. A maioria dos compromissos de investimento feitos pela Portugal Telecom na época ainda estão no papel.

Tags: economia, oi, Portugal, ROUBO, TELECOM

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.