Jornal do Brasil

Domingo, 18 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

Economia

Medidas que liberam recursos para empréstimo não mudam previsões de inflação

Agência Brasil

As medidas anunciadas nesta sexta-feira (25), liberando recursos para os bancos emprestarem a empresas e famílias, não alteram as projeções de inflação do Banco Central (BC). Esse posicionamento foi divulgado pela autarquia como resposta a jornalistas que questionaram se as medidas iriam em sentido contrário à estratégia de controle da inflação.

“O banco acabou de divulgar a ata [da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC], da qual consta a descrição do cenário para a inflação. Além disso, cabe destacar que, como está claro na ata, neste cenário, leva-se em conta a evolução esperada para o mercado de crédito. Em suma, essas medidas em nada alteram as projeções de inflação do Banco Central do Brasil”, diz a nota divulgada pela instituição.

No último dia 16, o Copom optou por manter a Selic (taxa básica de juros da economia) em 11% ao ano, pela segunda vez seguida, após a taxa ter passado por um ciclo de nove altas consecutivas para conter a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao manter a Selic, o comitê indica que elevações anteriores foram suficientes para controlar a inflação.

A ata da última reunião do Copom foi divulgada ontem (24) pelo BC. No documento, a instituição diz que espera por expansão moderada do crédito no país. Para o comitê, o crédito voltado para o consumo passou por uma moderação, de modo que nos últimos trimestres, houve redução de risco para os bancos e de endividamento das famílias.

O Copom também avaliou que a inflação ainda deve manter-se resistente nos próximos trimestres, mas tende a convergir para a meta no futuro, se a Selic, não for reduzida.

As medidas anunciadas nesta sexta-feira pelo Banco Central têm potencial para injetar até R$ 45 bilhões na economia.

Tags: bancos, inflacionária, liberação, meta, recursos

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