Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Setembro de 2014

Economia

Reunião da OEA discute dívida argentina

Agência Brasil

Em reunião realizada hoje (3) em Washington pela Organização dos Estados Americanos (OEA), a pedido da Argentina, está sendo discutida a crise da dívida externa do país. O ministro da Economia argentino, Axel Kiciloff, expõe o caso argentino às autoridades.O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, viajou para os Estados Unidos e está no encontro. As delegações do Brasil e do Uruguai prepararam, ainda, um projeto de declaração favorável à posição argentina com respeito à reestruturação da dívida. 

O documento, disponível no site da OEA, considera “essencial para a estabilidade e previsibilidade da estrutura financeira internacional a garantia de que os acordos alcançados entre os devedores e os credores, no contexto dos processos de restruturação das dívidas soberanas, sejam respeitados, permitindo que os fluxos de pagamento sejam distribuídos aos credores cooperativos”.

No último dia 26, a Argentina depositou US$ 1 bilhão destinados ao pagamento de 93% dos credores que aceitaram a reestruturação da dívida com o país. Entretanto, o juiz norte-americano Thomas Griesa ordenou a restituição da verba ao país, entendendo que os argentinos devem pagar a fundos especulativos, conhecidos como fundos abutres, que reclamam 100% do valor nominal dos títulos. 

Nesta quinta-feira, antes do início da reunião, o chefe da Casa Civil da Argentina, Jorge Capitanich, disse esperar que, no dia 7 deste mês, data estabelecida por Daniel Pollak, mediador escolhido pelo juiz Griesa, tenha inicio o diálogo “para determinar as condições de negociação” com os fundos abutres. O ministro Capitanich ressaltou que os fundos “usam o Poder Judiciário para extorquir [dinheio] dos governos”. Capitanich deu as declarações à imprensa, antes de discursar em uma universidade.

O Brasil já havia manifestado apoio à Argentina no início da semana, quando o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, disse que, como se tratava da reestruturação da dívida de um país soberano, a solução deveria ser diplomática, negociada entre devedor e credores.

Tags: argentinos, crise, e stados, economia, Organização

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