Jornal do Brasil

Sábado, 30 de Agosto de 2014

Economia

FT: Chile - Limites do crescimento

Jornal analisa medidas da presidente Michelle Bachelet e cenário econômico do país

Jornal do Brasil

O jornal econômico Financial Times publicou uma matéria nesta terça-feira (1) analisando o governo da presidente chilena Michelle Bachelet, o cenário econômico no Chile e as dificuldades enfrentadas pelo país.

A reportagem aponta que Bachelet está enfrentando escolhas difíceis: ela já prometeu recapitalizar a Codelco, empresa estatal de cobre, mas ao mesmo tempo busca lançar reformas ambiciosas e caras para conter a desigualdade social, logo quando os rendimentos do Chile correm o risco de cair com a queda nos preços globais das commodities. O Chile é o maior exportador de cobre do mundo.

Há três anos o país foi tomado por diversos protestos liderados por estudantes da classe média. Com o crescimento econômico do Chile, a renda per capita foi quadruplicada, o que gerou uma revolução de expectativas, principalmente em relação à saúde e à educação, que falharam em acompanhar a melhora da economia.

O texto destaca que o Chile está embarcando nestas reformas sociais logo quando a China, uma economia de commodities e pilar do mercado de cobre durante a última década, está falhando. Os críticos dizem que a hora para estas mudanças é a pior de todas. Eles também alegam que um socialismo no estilo europeu iria destruir o livre mercado que em 40 anos transformou um dos países mais pobres da América Latina no mais rico.

Por outro lado, apoiadores de Bachelet argumentam que ela está realizando as reformas no momento certo, antes que a desigualdade social promova revoltas mais sérias. Os autores lembram que a presidente não é exatamente uma revolucionária fanática, até porque defende aspectos do livre mercado chileno, como sua abertura ao comércio, e ainda enaltece que o Chile tem mais negócios comerciais do que qualquer outro país no mundo. Entretanto, ela insiste que ao mesmo tempo em que é importante manter um crescimento econômico forte, o governo também deve garantir que o desenvolvimento seja mais harmonioso.

A matéria finaliza explicando que a maior preocupação é que o governo esteja prometendo muito e que qualquer falha na entrega do prometido possa agravar frustrações já existentes.

Tags: Bachelet, chile, desigualdade, economia, Governo, promessas

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