Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Economia

Economistas comentam previsão da arrecadação de tributos de maio

Jornal do Brasil

Nesta quinta-feira, o jornal Valor Econômico publicou, na coluna de Ribamar Oliveira, uma previsão sobre notícias ruins na área fiscal. O texto fala sobre a possibilidade de uma arrecadação de tributos em queda real. O Jornal do Brasil ouviu economistas sobre as previsões feitas pelo jornalista.

Francisco Lopreato, que é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que Ribamar "está com alguma informação privilegiada, alguém já soprou para ele os dados. É a única justificativa porque ele está se baseando em um dado que não foi divulgado ainda". Ao afirmar que partiria desse pressuposto, o economista explica que "o que ele [Ribamar Oliveira] diz é plausível porque a economia está desacelerada. Os dados apontam uma economia menos forte. A tendência é uma queda, acompanhando o baixo dinamismo da economia, o que faz com que essa aceitável que os dados venham a refletir isso". 

O professor relembra que, em 2013, "ocorreram receitas extraordinárias. Como o nome já diz, elas nem sempre acontecem. O colunista, então, afirma que isso vai refletir em uma queda de arrecadação". Para Lopreato,  "[os dados] acendem a indagação se o governo vai conseguir alcançar a meta de superávit primário. Não que ela seja impossível de ser alcançada, mas fica mais difícil”.

O coordenador dos cursos de gestão e professor do Mestrado em Economia Empresarial da Universidade Cândido Mendes, Roberto Simonard acredita que "a conjunção de despesas em expansão com receitas em redução reflete negativamente nas contas do governo federal". Ele explica: “Tais afirmações [da coluna de Ribamar Oliveira] estão embasadas em dois fatos. Por um lado a baixa da atividade econômica reduz a arrecadação de impostos, fato agravado com as reduções tributárias concedidas à alguns setores. Por outro lado temos a expansão dos gastos públicos,  uma característica de governos de viés intervencionista como atual, o que por seu lado é agravado por estarmos num ano eleitoral,  época tradicional em termos de aumento de gastos públicos".

Para o professor de economia da PUC-SP, Antônio Carlos dos Santos, corrobora com a opinião de Lopreato e Simonard. Ele acrescenta: "é um resultado da política que o governo empregou, como a desoneração da folha de pagamentos. Outro ponto foi o 'terrorismo' que foi criado em relação à Copa do Mundo. Diante disso, não é uma surpresa, é perfeitamente plausível".

Tags: contribuintes, economia, superávit, unicamp, valor

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