Jornal do Brasil

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Economia

Crescimento do setor de serviços chega a 8% no ano, segundo IBGE

É a menor taxa desde março do ano passado

Jornal do Brasil

Em abril, o setor de serviços registrou crescimento nominal de 6,2% na comparação com igual mês do ano anterior, a menor taxa desde março de 2013 (6,1%) e inferior às de março (6,8%) e fevereiro (10,1%). Os serviços prestados às famílias cresceram 10,4%, os serviços de informação e comunicação, 3,7%, os serviços profissionais, administrativos e complementares, 5,2%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 8,0%, e outros serviços, 9,8%. No ano, a receita dos serviços acumula alta de 8,0%, a menor desde março de 2013 (7,6%). Em 12 meses, o crescimento foi de 8,3%.

Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira pelo IBGE.

Contribuíram de forma mais expressiva para que o crescimento do setor de serviços em abril se situasse em um patamar inferior aos dos meses anteriores, o resultado de 3,7% observado nos serviços de informação e comunicação (inferior aos 4,4% de março e 6,7% de fevereiro), conjugado com a taxa de 5,2% dos serviços profissionais administrativos e complementares (inferior aos 8,8% de março e 9,3% de fevereiro). O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou o mesmo crescimento observado em março (8,0%). Esses três segmentos representam os maiores pesos na estrutura do setor de serviços.

Os serviços prestados às famílias variaram 10,4% em abril sobre igual mês do ano anterior, mesmo patamar da taxa observada em março (10,0%) e inferior à de fevereiro (13,3%). Neste segmento, destacam-se os serviços de alojamento e alimentação com crescimento de 10,8% e outros serviços prestados às famílias, com variação de 8,0%. A série da variação acumulada, vem mantendo-se, nos quatro primeiros meses de 2014, em um patamar superior à série de maio a dezembro de 2013.

Os serviços de informação e comunicação cresceram 3,7%, inferior às taxas de 4,4% em março e de 6,7% em fevereiro. Os serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que abrangem os serviços de telecomunicações e de tecnologia da informação, variaram 2,4%, e os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias subiram 12,1%. O segmento de serviços de informação e comunicação representou 21,0% em termos de contribuição relativa no mês, contribuindo com 1,3 ponto percentual (p.p.) para a composição absoluta do índice geral.

O crescimento dos serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 5,2% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra 8,8% em março e 9,3% em fevereiro. Os Serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 5,0% e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 5,2%. Com uma contribuição relativa de 17,7%, esse segmento contribuiu, em termos absolutos, com 1,1 p.p. para o índice geral.

O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou um crescimento nominal de 8,0% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mesma variação registrada em março e inferior à registrada em fevereiro (14,7%). Por modalidade, os resultados foram: transporte terrestre, com variação de 3,6%, transporte aquaviário, 14,5%; e transporte aéreo, 18,3%. O segmento de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio, registrou crescimento de 12,2%. Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio contribuíram, em termos relativos, com 40,3% e com 2,5 p.p, em termos absolutos, para a composição do índice geral.

O segmento outros serviços apresentou crescimento nominal de 9,8%.

Regionalmente, apenas Piauí registrou variação nominal negativa (-0,4%) perante igual mês do ano anterior. As maiores variações ocorreram no Distrito Federal (15,8%), Acre (14,3%) e Mato Grosso (11,7%). As menores taxas positivas foram na Bahia (1,1%), Minas Gerais (1,5%) e Espírito Santo (2,3%). São Paulo contribuiu com 37,1% e 2,3 p.p. na composição do índices, seguido do Rio de Janeiro, com 24,2% e 1,5 p.p. e Distrito Federal, com 6,6% e 0,4 p.p.

Nos serviços prestados às famílias, dentre as unidades da federação selecionadas, as maiores taxas de crescimento ocorreram no Ceará (27,6%), Espírito Santo (20,4%) e Goiás (18,2%). As menores taxas foram registradas no Distrito Federal (6,4%), Rio de Janeiro (7,7%) e São Paulo (8,6%).

Nos serviços de informação e comunicação, Goiás teve a maior taxa de crescimento (24,3%), seguido de Santa Catarina (12,0%) e Distrito Federal (10,0%). As menores taxas positivas foram no Espírito Santo (0,5%), Pernambuco (1,3%) e São Paulo (1,8%). As variações negativas ocorreram na Bahia (-10,1%), Minas Gerais (-3,8%) e Ceará (-3,3%).

Nos serviços profissionais, administrativos e complementares, Santa Catarina teve a maior taxa de crescimento (14,3%), seguido do Paraná (9,6%) e São Paulo (6,7%). As menores variações positivas foram registradas no Ceará (1,7%), Bahia (2,2%) e Minas Gerais (3,3%). Neste segmento, apresentaram variações nominais negativas Goiás (-8,0%), Espírito Santo (-1,2%) e Rio Grande do Sul (-05%).

Nos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, destacam-se Distrito Federal (32,6%), Rio de Janeiro (16,0%) e São Paulo (7,2%) com as maiores variações em relação ao mesmo mês do ano anterior. As menores variações foram registradas no Rio Grande do Sul (1,8%), Espírito Santo (2,9%) e Minas Gerais (3,6%).

No segmento outros serviços, os maiores crescimentos foram observados no Distrito Federal (35,5%), Ceará (28,3%) e Bahia (21,3%). As menores taxas positivas foram observadas no Espírito Santo (3,2%), São Paulo (6,7%) e Goiás (7,2%). Foram registradas variações negativas em Pernambuco (-8,2%) e Minas Gerais (-1,5%).

Tags: dados, economia, mensal, pesquisa, serviços

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