Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Economia

Pesquisa destaca baixo crescimento econômico em 2014

Agência ANSA

As previsões para o crescimento da economia brasileira continuam sofrendo revisão para baixo, influenciadas pelo fraco desempenho do setor industrial. De acordo com a Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que ouviu 28 economistas de bancos no período de 6 a 10 de junho, a expectativa é de um avanço do PIB de 1,4% - na pesquisa anterior, realizada em abril, a estimativa era 1,8%. Para 2015, a previsão para o PIB recuou de 2,2% na pesquisa anterior para 1,7% nesta pesquisa. A Pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (13).

No que se refere ao crédito, a previsão geral para o desempenho voltou a mostrar recuou ligeiro para 12,4% em 2014 e em 2015, de 13,1% e 12,7% na pesquisa anterior, respectivamente. Aproximadamente 81% dos economistas consultados acreditam que haverá moderação tanto nas concessões de crédito privadas como nas concessões públicas. Os analistas esperam uma expansão balanceada entre o crédito livre e o direcionado. O crédito com recursos livres pode crescer 10,2% em 2014 e 10,7% em 2015. 

“O desempenho esperado para 2014, apesar da redução, segue melhor do que 2013 nos dois segmentos, de Pessoa Jurídica e Pessoa Física”, destaca a pesquisa. Já a previsão para o crédito direcionado recuou para 16,2% em 2014 e em 2015, de 17,6% e 16,2% na pesquisa anterior, respectivamente.

A taxa de inadimplência esperada para o crédito com recursos livres em 2014 apresentou ligeiro recuo de 5% na pesquisa anterior para 4,9% nesta pesquisa. Para 2015, os economistas esperam uma taxa de inadimplência no mesmo patamar, de 4,9%.

Em relação à taxa básica de juros, 75% dos economistas acreditam que a taxa Selic será de 11% a.a. no fim de 2014, ante uma previsão de 11,25% a.a. na pesquisa anterior. Para 2015, a expectativa recuou a 11,75% a.a., de 12% a.a na pesquisa anterior.  

 A  taxa de câmbio também apresenta uma expectativa menor para R$ 2,39 em 2014 e  R$ 2,45 em 2015, de R$ 2,44 e R$ 2,49, respectivamente.

 As previsões para inflação oficial, que é medida pelo IPCA, seguem em elevação. O IPCA previsto para 2014 subiu de 6,3% para 6,41% e, para 2015, de 6% para 6,1%.

Tags: análise, economia, inflação, Juros, PIB

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