Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Economia

Foster: pré-sal respondeu por cerca de 22% da produção de maio

Presidente da Petrobras disse também que, em 2035, o país será 6º maior produtor de petróleo 

Jornal do Brasil

A presidente da Petrobras, Graça Foster, participou nesta segunda-feira do IV Seminário sobre Matriz e Segurança de Energética Brasileira, na Fundação Getulio Vargas (FGV), na Zona Sul do Rio e disse que, dados preliminares antes do fechamento, indicam que o pré-sal respondeu por cerca de 22% da produção da estatal em maio. 

"Acabamos de informar a produção de abril, mas já estamos trazendo a produção de maio e só peço atenção, porque chamo de dados preliminares antes do fechamento, e é possível que, quando informarmos essa produção, tenhamos alguns números ligeiramente diferentes", ressaltou.

Foster afirmou ainda que a Petrobras vai investir US$ 102 bilhões no pré-sal até 2018. Até o ano passado, segundo ela, os investimentos foram, da ordem de US$ 20 bilhões. "O pré-sal é uma realidade. Em abril, tivemos 470 mil barris por dia. No dia 11 de maio de 2014, batemos recorde de produção pelo pré-sal. Se olharmos de 2010 a 2014, nossa produção cresceu dez vezes. Pretendemos chegar a 500 mil barris por dia no pré-sal e estamos próximos”, acrescentou.

A presidente da Petrobras disse também que, em 2035, o Brasil será o sexto maior produtor de petróleo do mundo, com uma participação de 6,1% na produção internacional. Ela informou que a previsão foi feita pela Agência Internacional de Energia, organismo internacional integrada por 29 países. “Interessante é que tudo isso são previsões de analistas independentes, que têm seus próprios modelos”, acrescentou a dirigente, em palestra no 4º Seminário Sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), para analisar o modelo energético brasileiro com as perspectivas e desafios do setor.

Na saída do evento, Foster disse que não poderia falar sobre as declarações do ex-diretor Paulo Roberto Costa ao jornal Folha de São Paulo neste fim de semana, nas quais afirmou que as estimativas de investimentos para a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foram feitas com "contas de padaria". "Não é que eu não queira falar, eu não posso falar".

Tags: aguas profundas, economia, estatal, MAR, Petróleo

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