Jornal do Brasil

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Economia

Em dia volátil, Ibovespa segue em alta

Agência IN

Nesta quarta-feira, 28, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta ganhos em dia volátil, apesar de Vale e siderúrgicas. Há pouco, o índice, valorizava 0,74%, aos 52.558 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.785 bilhão.

Segundo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o desempenho da bolsa brasileira deixa a desejar se compararmos com o desempenho das bolsas externas. Enquanto o mercado americano e europeu encontram motivos em bases econômicas para quebrarem recordes, por aqui, nossas deficiências macroeconômicas não deixam os ativos atraentes. O risco de racionamento se elevando, incertezas bancárias e quadro eleitoral benéfico ao atual governo trazem desanimo aos investidores. O fluxo estrangeiro para bolsa é amplamente positivo no mês de maio, mas o investidor local aproveitou e saiu de posições, aceitando a segurança da renda fixa. Para hoje, o cenário pode ser mais tranquilo para o setor bancário se for confirmado o adiamento da decisão por parte de STF, porém, o setor de mineração e siderurgia vão sentir a queda do preço do minério de ferro.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da MRV (ON) que avançavam 3,11% e a GOL (PN) que apresentavam alta de 2,94%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da SOUZA CRUZ (ON), que recuavam 2,64% e a SID NACIONAL (ON) que apresentavam revés de 2,00%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 5,7% frente a abril, a maior queda pontual desde dezembro de 2008 (-13,8%). Ao passar de 113,3 para 106,8 pontos, o índice chega ao menor nível desde abril de 2009 (103,5).

Já o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 5,1% entre abril e maio de 2014, ao passar de 95,6 para 90,7 pontos. O resultado aprofunda o distanciamento do índice em relação à média histórica, de 105,5 pontos, ao registrar a maior variação negativa na margem desde dezembro de 2008 (-9,2%).

E o Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou -0,38% em abril, em relação a março último, e ficou abaixo da taxa observada entre fevereiro e março (-0,21%). Com isso, o acumulado no ano chegou a 1,36%, contra 1,75% em março e o acumulado nos últimos 12 meses foi para 7,14%, contra 7,98% em março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Europa, o número de desempregaos na Alemanha aumentou em maio de forma inesperada, segundo os dados corrigidos da variações sazonais (CVS) divulgados nesta quarta-feira. Os analistas esperavam uma redução, mas o número de desempregados registrou alta de 24.000 em um mês, de acordo com os dados da Agência para o Emprego. A taxa de desemprego, no entanto, permaneceu estável em 6,7%, segundo os dados CVS.

Tags: Bolsa, economia, índice, mercado, taxa

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