Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Economia

Rebaixamento de nota do Brasil foi ignorada pelos mercados, diz Mantega

Ministro da Fazenda afirmou que, em 2006, compra de Pasadena era promissora

Jornal do Brasil

Em depoimento nas comissões de Fiscalização Financeira e Controle, e de Finanças e Tributação da Câmara, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o rebaixamento da nota dos títulos brasileiros feito pela agência de classificação de risco Standart & Poor´s foi “solenemente ignorada” pelos mercados. Segundo ele, após o anúncio, em março, houve valorização do real e das bolsas de valores.

A nota das agências de classificação traduz o risco que um país representa para os investidores. Mantega ressaltou, no entanto, que outras agências mantiveram suas notas relativas ao Brasil.

>> Brasil é um mercado privilegiado no mundo, diz Mantega aos deputados

O ministro disse ainda que a saída da crise financeira tem sido lenta para todos os países e citou o exemplo dos EUA, que têm o crescimento projetado de apenas 0,1% para 2014.

Convidado para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena e os prejuízos causados à Petrobras, Mantega destacou, em sua fala inicial, que a empresa é a que mais investe no Brasil – no ano passado foram R$ 104 bilhões.

Mantega ressaltou que não fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras quando foi decidida a compra de Pasadena, em 2006, mas que o momento era promissor. Segundo ele, a Petrobras queria uma entrada no mercado norte-americano para pular as barreiras econômicas que os EUA costumam colocar para os estrangeiros.

Respondendo ao líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), Mantega afirmou ainda que a operação foi aprovada por um conselho “qualificado”, do qual faziam parte o então presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter e o economista Claudio Haddad. Além disso, segundo ele, havia um parecer favorável do Citibank.

No entanto, o ministro enfatizou que foi contra a aquisição da segunda metade da Refinaria de Pasadena. “Estava no conselho quando fizeram na segunda metade e fui contra a aquisição. O conselho não aprovou a segundo parte a partir dos resumos executivos”, disse.

Tags: câmara, comissões, depoimento, fazenda, Ministro

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