Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Economia

Diretor do BC defende política de alta da Selic para conter inflação

Agência Brasil

Os choques de preços dos alimentos no mercado interno brasileiro estão começando a diminuir, na avaliação do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira. Ele participou nesta terça-feira, em Paris, do evento Brazil Business Summit, promovido pela revista The Economist.

Para Awazu, a diminuição desses choques ajudou a reduzir a expectativa de inflação no país. Ele reforçou que os efeitos dos aumentos da taxa básica de juros, a Selic, para conter a inflação, são cumulativos e acontecem com defasagens. “Não deve haver nenhuma dúvida de que a política [de alta da Selic] é eficaz. Neste sentido, uma parte significativa dos preços resposta ao ciclo de aperto [monetário] ainda não se materializou”, destacou, em discurso publicado no site do BC.

A taxa Selic está atualmente em 11% ao ano, após nove altas seguidas. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta definido pelo governo é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A expectativa de instituições financeiras é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fique em 6,39%, este ano.

No evento em Paris voltado para empresários, Awazu também disse que o momento atual da economia mundial é complexo. “Por isso que no Brasil estamos trabalhando duro, muito duro. Não há descanso já que queremos proporcionar um crescimento sustentável, inclusão social e melhores oportunidades de investimento para a nossa sociedade e os nossos parceiros”, concluiu.

Tags: economia, Juros, monetária, política, taxas

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