Jornal do Brasil

Sábado, 26 de Julho de 2014

Economia

Cinco dos 13 lotes leiloados para linhas de transmissão não têm vencedores

Agência Brasil

Cinco dos 13 lotes disponibilizados hoje (9), em leilão, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não tiveram vencedores. Foram arrematados oito lotes da licitação para contratação de linhas de transmissão e subestações, localizadas no Pará, Amazonas, em São Paulo, na Bahia, no Ceará, Rio Grande do Norte, em Minas Gerais e no Paraná. Dois lotes não apresentaram deságio e foram arrematados pelo valor de referência máximo. O prazo para conclusão das obras é 24 a 43 meses, e a duração dos contratos de concessão alcança 30 anos.

O maior deságio (36,09%) ocorreu no lote D, que ofertou duas linhas de transmissão e duas subestações na Bahia. O proponente Cymi Holding venceu com o lance de R$ 45,569 milhões. As empresas Alupar e Transmissora Aliança de Energia Elétrica apresentaram propostas com valores superiores, de R$ 71.312.950,00 e R$ 64.787.815,08, respectivamente, enquanto a Receita Anual Permitida de Referência (RAP) máxima era R$ 71.312.950,00.

A Cymi também venceu outro lote com o segundo maior deságio - quatro linhas de transmissão, no Ceará e no Rio Grande do Norte, que formaram o lote E, arrematado por R$ 48,835 milhões por ano, uma redução de 23,24% do valor inicial. A Alupar Investimentos também apresentou proposta, mas no valor máximo, sem deságio. O deságio é a diferença entre o valor máximo fixado pelo edital e o da proposta feita pela empresa.

Os cinco lotes sem vencedores foram o A, H, I, J e L. O lote A, que oferecia três linhas de transmissão e duas subestações no Pará, teve cinco interessados, mas nenhum apresentou propostas. A RAP máxima era R$ 38.745.780,00/ano. Também no Pará, o lote H, referente três linhas de transmissão e uma subestação, também não teve vencedores. O valor máximo era R$ R$ 33.591.630,00.

No lote I, seis proponentes recusaram a RAP de R$ 21.652.470,00. Estavam disponíveis uma linha de transmissão e três subestações em Mato Grosso. Uma linha de transmissão no Maranhão e no Piauí, ofertadas no lote J, também não teve vencedores. As quatro empresas habilitadas não apresentaram proposta válida. O valor máximo era R$ 5.516.700,00. Entre os três proponentes habilitados para o lote L, que disponibilizou duas linhas de transmissão e uma subestação em Minas Gerais, nenhuma apresentou proposta. A RAP era R$ R$ 15.312.180,00.

O lote B, com duas linhas de transmissão e quatro subestações no Pará e Amazonas, teve quatro proponentes, mas a disputa pelo lote ocorreu entre a Abengoa Construção do Brasil Ltda. e a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte). O valor máximo inicial era R$ R$ 102.161.430,00. Após oito lances, a Abengoa venceu com o valor de R$ 92,531 milhões por ano, o que representa um deságio de 9,42%.

Essa empresa também arrematou o lote G, referente a duas linhas de transmissão e duas subestações no Pará, com o valor de R$ 36,499 milhões/ano. Como o RAP máximo era R$ 36.867.820,00, o deságio chegou a 1%.

A Alupar Investimentos venceu com apenas um lance o lote C, que ofertou uma linha de transmissão e duas subestações em São Paulo por R$ 28,865 milhões/ano, um deságio de 4,99%. A RAP anual máxima era de R$30.383.460,00. As outras duas proponentes não manifestaram interesse no lote.

O lote F foi vencido com apenas um lance do Consórcio Cantareira por R$ 76,935 milhões/ano para uma linha de transmissão nos estados de Minas Gerais e São Paulo. O valor representa um pequeno deságio, pois a oferta inicial foi R$ 76.938.570,00. As outras três proponentes não apresentaram proposta.

A Copel Geração e Transmissão levou uma linha de transmissão e uma subestação no Paraná com um lance único de R$ 5,545 milhões. A oferta não teve redução em relação à oferta máxima do lote K.

Tags: aneel, energia, Leilão, licitação, lote

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