Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Economia

WSJ: Portugal diz que planeja não precisar mais de resgate

País garante não necessitar mais de ajuda de credores, que são outros países da União Europeia e FMI

Jornal do Brasil

O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou uma matéria neste domingo (4) informando que Portugal declarou não precisar mais de ajuda financeira para se recuperar da crise econômica. A reportagem classifica a decisão como um marco na recuperação financeira da Europa e uma aposta de um dos países mais endividados do continente.

O jornalista informa que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou no domingo que o governo decidiu não procurar uma linha de crédito cautelar de seus credores - outros países da União Europeia e o FMI - e depender somente no mercado após ter aceitado receber um pacote de resgate final de $108 bilhões para o próximo mês.

De acordo com o texto, a atitude foi surpreendente após três anos de ajuda. Portugal seria a economia mais pobre do lado ocidental da Europa e teria começado a sair da recessão no ano passado, mas continuaria assolada por alto desemprego, dívidas e ineficiências que podem levar anos para serem superadas. 

Portugal é o segundos dos países, depois da Irlanda, a recuperar sua independência financeira. Grécia e Chipre continuam recebendo empréstimos de resgate. Defensores das medidas de austeridade dizem que Portugal, ao recusar mais ajuda, mostrou que elas funcionam e que o caminho tomado na Zona do Euro foi o certo. A reportagem alerta, entretanto, que  investidores globais procurando lucro também tiveram um papel na volta de Portugal para o mercado financeiro e que rígidas condições de resgate prolongaram a recessão, reduzindo as pensões e serviços sociais para mais de 10 milhões de pessoas.

A matéria diz que Portugal correu um risco ao escolher não continuar com a linha de crédito, já que ela poderia ser usada para sustentar a economia do país caso os investidores percam fé, mais uma vez, na habilidade do governo de pagar as dívidas. Por outro lado, o crédito viria com novas condições de austeridade, e Passos Coelho já explicou que não era claro quais elas seriam. 

Tags: ajuda, austeridade, crise, economia, Europa, FMI, Medidas, Portugal, recessão

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