Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Economia

Fiat Chrysler investirá 55 bilhões de euros até 2018

Agência ANSA

De acordo com o seu plano industrial para os próximos cinco anos, apresentado nesta terça-feira (6), a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), empresa resultante da fusão das duas montadoras, deverá investir 55 bilhões de euros (R$ 170 bilhões) entre 2014 e 2018. O objetivo do grupo é conseguir vender 7 milhões de unidades no mundo em 2018, com 3,1 milhões na América do Norte, 1,5 milhão na Europa, África e Oriente Médio, 1,3 milhão na América Latina e 1,1 milhão na Ásia e Oceania. Em 2013, o número global foi de 4,3 milhões de veículos comercializados. 

A FCA também planeja completar ainda em 2014 sua cotação na Bolsa de Valores de Nova York. Entre esses investimentos, estão previstos 5 bilhões de euros (R$ 15,5 bilhões) para a Alfa Romeo, montadora que esteve escanteada pelo grupo nos últimos anos. A marca irá lançar oito modelos entre o quarto trimestre de 2015 e o final de 2018. O objetivo é fazer com que o número de unidades vendidas por ela salte dos 74 mil de 2013 para 400 mil em 2018. 

"Não abrimos apenas um novo capítulo, hoje começamos a escrever um novo livro, é um grande dia. Existe um mundo no qual as pessoas não deixam que as coisas aconteçam, mas sim as fazem acontecer. É um mundo onde cada dia e cada novo desafio trazem uma oportunidade de criar um futuro melhor", disse o CEO da FCA, Sergio Marchionne.    

O executivo também afirmou "categoricamente" que a Ferrari não vai ser vendida a anunciou que o grupo decidiu estabelecer um teto de 7 mil unidades vendidas por ano pela montadora. "É uma escolha voluntária para manter a exclusividade da marca", declarou.    

Segundo ele, esse volume poderia atingir 10 mil veículos por ano, caso aumente a população de alta renda nos países emergentes e nos seus mercados não tradicionais. Além disso, a Ferrari vai manter a estratégia de lançar um modelo por ano e de investir na Fórmula 1.    

Em janeiro deste ano, a Fiat concluiu a aquisição de 100% do capital da Chrysler, dando origem à FCA, em uma operação que totalizou US$ 3,6 bilhões (US$ 8,1 bilhões). Com isso, decidiu-se levar a sede legal da empresa da Itália para a Holanda, enquanto a base fiscal foi transferida para Londres (Reino Unido). Assumir o controle total da montadora norte-americana era um desejo antigo da companhia italiana, que em 2009 ajudou a salvar a Chrysler da falência.

De acordo com o novo plano industrial, a marca Fiat terá que atingir o patamar de 1,9 milhões de automóveis vendidos em 2018 em todo o mundo, um aumento de 400 mil carros em relação aos 1,5 milhão de 2013. Para isso, a montadora pretende expandir suas vendas nos mercados da Ásia e da Oceania de 70 mil para 300 mil unidades.    

Já na América Latina, o número de veículos comercializados deverá subir de 700 mil no ano passado para 800 mil em 2018. A marca ainda planeja lançar oito modelos nos países latino-americanos durante o próximo quinquênio, incluindo o novo Punto, o novo Palio e o novo Siena. Outra montadora pertencente à FCA, a Jeep, também pretende alcançar o patamar de 1,9 milhões de automóveis vendidos em 2018, o que representaria um crescimento de 160% em relação às 732 mil unidades de 2013. Assim como no caso da Fiat, esse crescimento deverá ser empurrado pelas vendas na América Latina (+50%) e na Ásia e Oceania (+45%).

Tags: carros, italiana, marca, mercado, vendas

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