Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Economia

'El País': queda do setor automotivo põe em risco milhares de postos de trabalho

Jornal do Brasil

Reportagem publicada pelo jornal espanhol 'El País', na terça-feira (29), alerta para a queda nas vendas no Brasil e Argentina.

De acordo com o jornal, a indústria de automóvel no Brasil e na Argentina, depois de marcas históricas em 2013, passou a representar, no primeiro trimestre de 2014, a possibilidade de perda de milhares de empregos. 

El País destaca que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que seu governo considera as medidas para incentivar os empréstimos para compra de veículos e negociar com Cristina Kirchner a remoção de barreiras para as exportações para aquele país. 

As vendas de automóveis no Brasil caíram 15,2% em março e acumulam uma queda de 2,1% no primeiro trimestre de 2014. As exportações caíram 18,8% em março e 32,7% nos primeiros três meses de ano, especialmente Argentina contração na demanda, como o empregador das fábricas brasileiras. Afinal, a produção do gigante sul-americano caiu 17,6% no mês passado e 8,4% no trimestre.

O mercado argentino caiu 35,5% em março, que se juntou a um decréscimo de 25,4% nos primeiros três meses de 2014. As exportações, cujo comprador hegemônico é o Brasil, foram cortados 30,8% no mês passado e de 17,8% no trimestre. Portanto, a produção caiu 26,2% e 16,2%, respectivamente.

Na terça-feira, o ministro da Economia argentino Axel Kicillof, e da Indústria, Debora Giorgi, viajam a Brasília para se reunir com seu ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e o assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, para discutir, em especial, o acordo automotivo e o comércio bilateral, em geral, se deteriorou.

A máteria informa que, da mesma maneira que o Brasil quer a derrubada das travas do comércio, a Argentina quer equilibrar o saldo do intercâmbio de carros e peças.  

Segundo o autor, algumas multinacionais do setor automotivo, que possuem fábricas nos dois países, anunciam medidas de emergência no campo trabalhista, embora não incluam demissões. É o caso da Volkswagen, que suspenderá 1.300 trabalhadores a partir de maio por cinco meses. Por sua vez, a Fiat adiantou na semana passada dez dias de férias de 900 operários. No Brasil, a fábrica de caminhões Scania antecipou de junho para maio 15 dias e férias para 3.800 empregados. Sua concorrente Man negocia com o sindicato a suspensão de 200. A PSA Peugeot Citroën suspendeu 900 operários. A Ford deu descanso a outros 900. A General Motors (GM) fez o mesmo com 400. A Mercedes-Benz ordenou férias para 450 e, além disso, abriu um programa de demissões voluntárias comunicando a seus 9.500 operários que tem 2.000 excedentes.

Tags: automotivo, brasil, crise, economia, venda

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