Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Economia

Tombini diz que pressão inflacionária vai diminuir nos próximos meses

Presidente do Banco Central destacou que choque de preços de alimentos é temporário

Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta quarta-feira (16) que a inflação deve recuar nos próximos meses. Tombini apresentou uma palestra sobre as perspectivas para a economia brasileira em 2014, no Palácio do Planalto, para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Tombini destacou que houve um choque de preços de alimentos em março. Mas, segundo ele, esse choque é temporário e o BC vem trabalhando para que o problema se circunscreva ao setor.

Em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos tiveram uma inflação de 1,92%. O grupo alimentação e bebidas respondeu por mais da metade da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,92%, no mês passado.

“Temos trabalhado para que, este ano, mais uma vez, a inflação esteja compatível com os critérios do regime de metas”, disse Tombini. O centro da meta de inflação é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A expectativa do mercado financeiro é que o IPCA fique bem próximo desse teto, alcançando 6,47%.

Tombini lembrou que a taxa básica de juros, a Selic, vem sendo elevada desde abril do ano passado, para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 11% ao ano. Ele reafirmou que essas elevações têm efeitos defasados e cumulativos. “Uma parte relevante dessa política ainda não tocou a inflação”, disse.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social é um órgão constituído majoritariamente por integrantes da sociedade civil organizada, de caráter consultivo da Presidência da República. Fazem parte da composição trabalhadores, empresários, movimentos sociais, governo e lideranças de diversos setores.

Tags: alimentos, banco central, inflação, presidente, tombini

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