Jornal do Brasil

Terça-feira, 22 de Julho de 2014

Economia

'El País': O Bric já não é mais estrela do rock

Jornal espanhol chama atenção para a queda das previsões de crescimento dos países do grupo.

Jornal do Brasil

O jornal espanhol El País publicou nesta segunda-feira (14) uma reportagem que afirma a decadência do grupo Bric, formado pelos emergentes Brasil, Rússia, Índia e China. O autor diz que o Fundo Monetário Internacional alertou que os mercados emergentes não se parecem com as estrelas de rock de tempos atrás.

Em seguida, a matéria cita que as previsões de crescimento para os países do bloco voltaram a cair no relatório de perspectivas globais. A estimativa de expansão para a América Latina teria encolhido quatro décimos desde janeiro, de 2,9% para 2,5%, enquanto o Brasil teria sido cortado em meio ponto, para 1,8%. A Rússia teria sofrido a maior queda, de seis décimo, indo para 1,3%, podendo piorar se as sanções econômicas prometidas em função do conflito com a Ucrânia se concretizarem. A China, por sua vez, não teria tido a expectativa reduzida, mas seu potencial exportador teria diminuído, haveria problemas com o crédito, e a taxa de aumento do PIB estaria estimada para crescer menos do que em 2013 (de 7,7% para 7,5%).

O artigo destaca a fala de Thomas Helbling, chefe da divisão de estudos mundiais do FMI: "Durante muito tempo, os mercados emergentes eram as estrelas da economia global, com um crescimento robusto e melhores perspectivas de retorno. Isso mudou e vemos melhores perspectivas de retorno nas economias avançadas, além de algumas perspectivas de normalização monetária e,o que é mais difícil, investidores que se tornaram menos tolerantes ao risco”.

Por outro lado, Luis Servén, responsável pelo departamento de análise macroeconômica do Banco Mundial, garante que "sem dúvida os emergentes perderam o brilho, mas ainda com as últimas previsões os emergentes continuarão contribuindo com a maior parte do crescimento do PIB mundial”. Segundo ele, “as notícias de sua certidão de óbito são um tanto exageradas”. “É verdade que no futuro imediato os BRIC não vão liderar o pelotão. Mas não se pode esquecer que o crescimento da China, ainda que menos espetacular que em anos passados, continua sendo muito elevado. E com os ajustes adequados da política econômica, o Brasil e a Índia também poderiam melhorar muito suas perspectivas de crescimento”, conclui.

Tags: brasil, bric, crescimento, economia, el pais, FMI

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.