Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Economia

ACRJ: empresariado brasileiro está desencorajado

Jornal do Brasil

O atual quadro da economia, refletido na queda da nota de classificação de risco, aliado ao excesso de carga fiscal e ao ano eleitoral de poucas perspectivas tem provocado desânimo no empresário, de acordo com o presidente do Conselho Empresarial de Política Econômicas da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o ex-ministro da Fazenda, Marcílio Marques Moreira. 

Durante reunião nesta quinta-feira (27/03), ele também destacou a falta de retorno dos investimentos no exterior, antes tão incentivados pelo Governo, e a Medida Provisória 627, que trata da tributação de lucros de empresas brasileiras com operações no exterior, onerando os custos como fatores de apatia do empresariado.

“O empresariado está esperando as coisas evoluírem num ano eleitoral em que se vê poucas perspectivas de mudança positiva e encara 2015 com bastante ansiedade”, disse.

Marcílio Marques Moreira acredita que as formas heterodoxas utilizadas pelo Governo para resolver alguns problemas acabaram criando outros muito maiores, como o aumento do preço da eletricidade e da gasolina, medidas que foram determinantes para a queda da nota na classificação de risco do Brasil pela agência Standard and Poor's.

“A última criou dificuldades não só para a Petrobras, mas também para todos os setores sucroalcooleiro”, explicou.

Para Marques Moreira, a queda na classificação demonstra a falta de coordenação do Governo e as consequências serão mais nos âmbitos psicológico e político. Embora, segundo ele, o rebaixamento não tenha consequências econômicas, trata-se de um retrato do que está acontecendo no Brasil, das repercussões dos fatos negativos refletidos.

“As pesquisas de opinião já demonstram quadro negativo de avaliação da gestão presidencial. Espero que isso sirva para um incentivo à mudança de estratégia por parte do governo. Falta à sociedade se dar conta que as reformas são necessárias e urgentes. São indispensáveis mudanças de atitudes para enfrentar os problemas de agora sem criar problemas no amanhã”, concluiu.

Tags: associação, comercial, dados, economia, Rio

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