Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

Economia

The Economist: Brasil continua atraente a investidores mesmo com queda na nota

Jornal do Brasil

Matéria publicada pela The Economist nesta quarta-feira (26) aponta que a queda na nota de classificação do Brasil pela agência Standard & Poor’s (S&P) foi um golpe na reputação de Dilma Rousseff, que não teria conseguido convencer o mercado de que está comprometida com uma política fiscal e monetária ortodoxa. Acrescenta, no entanto, que investidores estrangeiros continuam com "apetite insaciável" pelos papéis do Brasil e que a Ibovespa teve alta após o anúncio - registrou ontem (25)a sétima alta seguida. 

Ainda assim, a revista britânica indica que a S&P é apenas uma das que não acreditaram no discurso do governo brasileiro para tentar conter sua "vibração anti-mercado". A agência cortou a nota de crédito na segunda-feira (24), rebaixou a nota de crédito da dívida em um nível, de 'BBB' para 'BBB-', mas ainda dentro da faixa de grau de investimento.

Para explicar o corte no rating, continua, a agência citou déficit fiscal nos anos recentes, "míseras" taxas de crescimento e o uso de "contabilidade criativa", bancos públicos e receitas extraordinárias, como concessão do pré-sal, para fechar a conta do orçamento.

A presidente, todavia, ainda pode respirar aliviada, diz a revista, já que a S&P ainda considera o débito brasileiro estável, apesar de indicar novos cortes caso a situação se deteriore nas contas externa e fiscal, ou ainda um "desenlace" dos comprometimentos brasileiros com as políticas firmadas.

"Ainda que a queda na nota seja um golpe para a reputação da Sra. Rousseff, não está claro que isso terá muito efeito em termos práticos. Investidores estrangeiros em renda fixa têm mostrado apetite insaciável pelos papéis brasileiros nas semanas recentes, 'salivando' com quase 13% de rendimento. Isto é um ponto percentual acima da Turquia, onde a inflação está correndo acima da brasileira de 6%, e onde as reservas cambiais são muito menos robustas", diz a The Economist.

A revista também destaca que a Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, subiu após o anúncio. Para a publicação, os investidores estrangeiros podem estar considerando que a possibilidade de Dilma perder as eleições é remota e, se ela vencer, terá que abraçar uma política econômica, "para sinalizar que a ortodoxia está em seu sangue, bem como em seus discursos."

Tags: brasil, economist, queda, rating, s&p

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.