Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Economia

Ex-presidente da Petrobras nomeou primo para estatal nos EUA

Gabrielli nomeou José Azevedo em pleno litígio com a Astra Oil

Portal Terra

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena, nomeou o primo José Orlando Azevedo para ficar responsável pela estatal nos EUA, a Petrobras América, quando a petroleira e a sócia belga Astra Oil estavam em litígio em torno do negócio, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira. Azevedo esteve à frente da disputa judicial que terminou com derrota da Petrobras, que teve de pagar US$ 820,5 milhões para adquirir os 50% da refinaria que pertenciam à Astra Oil.

A nomeação de Azevedo foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras – na época presidido pela presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Gabrielli informou a nomeação do primo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Security Exchange Commission. Azevedo ficou à frente da Petrobras América entre outubro de 2008 ao final de 2012. Segundo o jornal, Gabrielli informou, por meio de assessoria de imprensa, que não vê “ilegalidade” na nomeação de Azevedo. Com mais de 30 anos na estatal, o cargo mais alto que Azevedo ocupou foi justamente na Petrobras América. Hoje, segundo o Estadão, ele exerce a função de técnico de engenharia na Transportadora Associada de Gás, subsidiária da estatal, no Rio de Janeiro.

O caso Em 2006, quando fazia parte do Conselho de Administração da petroleira, Dilma votou a favor da compra de 50% da refinaria de Pasadena pelo valor total de US$ 360 milhões. Contudo, o preço que a Petrobras pagou à Astra Oil por 50% da refinaria foi oito vezes maior do que o valor pago pela empresa belga pela unidade inteira, no ano anterior. A Petrobras também teve de desembolsar mais US$ 820,5 milhões para concluir o negócio, pois foi obrigada a comprar os outros 50% da refinaria em função de uma cláusula que estabelecia que, em caso de desacordo, um sócio deveria comprar a parte do outro. A compra é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal.

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