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Domingo, 22 de Abril de 2018 Fundado em 1891

Economia

Percentual de famílias endividadas recua em março

Resultado consta de pesquisa da Confederação Nacional do Comércio

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O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro recuou entre os meses de fevereiro e março de 2014, passando de 62,7% para 61,0% do total. Também houve queda em relação aos 61,2% de março de 2013. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Para Marianne Hanson, economista da Confederação, a alta do custo do crédito induz a uma postura mais cautelosa das famílias ao contratar e renovar empréstimos e financiamentos. Juros mais altos e ganhos de renda mais modestos levam a condições menos favoráveis para o endividamento. “As condições menos favoráveis de crédito, além de elevar o comprometimento de renda, também influenciam na percepção das famílias em relação à capacidade de pagamento. Após alcançar o menor patamar da série histórica no mês anterior, subiu o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso”, afirma Marianne.

Apesar da queda do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso  aumentou na comparação mensal, passando de 19,7% para 20,8% do total. Houve  alta, também, do percentual de famílias inadimplentes em relação a março de 2013, quando esse indicador alcançava 19,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, também apresentou elevação nas comparações mensal e anual, alcançando 7,1% em março de 2014, ante 5,9% em fevereiro de 2014 e 6,3% em março de 2013.



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