Jornal do Brasil

Domingo, 18 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

Economia

Sem PMDB, base do governo discute com Mantega novo padrão contábil para empresas

Agência Brasil

Para ouvir detalhes sobre a Medida Provisória (MP) 627, e suas consequências para a contabilidade das empresas, líderes e parlamentares da base aliada do governo encontram-se reunidos, na manhã de hoje (20), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O relator da MP 627, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não compareceu ao encontro, que ocorre no Ministério da Fazenda. Outros parlamentares do PMDB também estavam ausentes.

O líder do governo Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que existem especificidades na MP que tornam difícil o entendimento do texto, que impõe um novo padrão contábil no Brasil e, entre outras coisas, cobra imposto sobre lucro das empresas no exterior.

“A MP está prestes a ser votada na comissão especial. Quem está na comissão acompanha e entende. Mas a grande maioria dos parlamentares, não. Exceto os que acompanham e estão atentos aos termos específicos, e acompanham [os temas ligados à contabilidade empresarial]. Mas a MP 627 é complexa e [implica] consequência várias. A intenção é, juntamente com o ministro Mantega, e equipe, [criar condições para que haja um] esclarecimento. Vamos ver se [isso] é suficiente”, disse Chinaglia.

O deputado acredita que, mesmo com o prazo apertado e com as dificuldades de reunir técnicos do governo e parlamentares, é possível votar a MP “com tranquilidade”.

Para Chinaglia, é possível construir “uma sólida maioria em torno do texto” se houver compreensão do que será votado. O deputado observou que, para a aprovação da matéria, o tempo pouco importa: não há divergência, o que há é necessidade de que o assunto seja amplamente esclarecido. Chinaglia admitiu porém que a aprovação de um novo padrão contábil é assunto difícil “para quem não é do ramo”.

O parlamentar disse também que, em outra frente, o governo tem procurado o setor empresarial para negociar a matéria. Na avaliação dele, de maneira geral os empresários são favoráveis, mas sempre procuram o Congresso Nacional para negociar possíveis benefícios. Ao buscar obter vantagens, conforme acrescentou Chinaglia, os empresários às vezes utilizam também uma estratégia de criticar o governo.

“Temos que evitar esse tensionamento porque o governo tem de tomar a decisão de em algum momento e encaminhar o assunto no Congresso. Todas essas reuniões são preparatórias porque são temas robustos para a saúde das finanças públicas do país”, disse.

Tags: Governo, Mantega, aliado, brasil, economia, partido

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