Jornal do Brasil

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Economia

Mantega: mercado recebeu com otimismo medidas para o setor elétrico

Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considera que as novas medidas anunciadas para o setor elétrico foram bem recebidas pelo mercado financeiro. “Foi bem recebido”, disse Mantega ao deixar o prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília. Ele seguiu nesta sexta-feira para São Paulo.

A presença do ministro, em Brasília, surpreendeu os jornalistas: a agenda de Mantega divulgada pelo Ministério da Fazenda informou que ele despacharia no edifício do Banco do Brasil, na Avenida Paulista, São Paulo.

Mantega não comentou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje, que apresentou expansão de 1,26% em janeiro, comparado com o mês anterior.

O resultado ficou acima da média das expectativas dos economistas e agentes do sistema financeiro, que era de 0,7%, e foi o melhor desde dezembro de 2009, quando igualmente foi registrada alta de 1,26%. Na comparação com janeiro de 2013, o crescimento ficou em 0,93%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais.

Ao mencionar a boa aceitação, pelo mercado, das medidas anunciadas pelo governo, Mantega estava se referindo, de forma implícita, o conjunto de medidas anunciadas pelo governo para socorrer as empresas de distribuição de energia elétrica. A ajuda às empresas deve chegar a R$ 12 bilhões, mas não deve onerar o contribuinte este ano, e sim em 2015.

De acordo com as previsões sobre as fontes de recursos para o setor energético, a maior parte do dinheiro, R$ 8 bilhões, virá de um financiamento bancário à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Na Câmara há uma negociação diária da energia disponível das geradoras às distribuidoras. Com a estiagem, o preço da energia disparou e há mais de um mês está no teto permitido pelo governo, de R$ 822 por megawatt/hora (MWh).

Mantega deve permanecer em São Paulo na próxima segunda-feira, quando tem encontro com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jacob Jew, para discutir a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a situação da economia mundial. Além disso, o ministro deve se reunir com representantes do setor de varejo. 

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