Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Economia

Juros sobre empréstimos sobem pela nona vez

Agência Brasil

Os juros de mercado subiram pela nona vez seguida, em fevereiro, com alta média de 3,01% ao mês e de 4,04% em um ano para as operações de crédito contratadas por pessoas físicas. Isso significa uma correção de 5,82% ao mês e de  97,16% ao ano, as maiores desde agosto de 2012, quando o teto ao mês havia alcançado 6,02% e ao ano 101,68%, informam dados de pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Houve elevação em todas as seis linhas de financiamento pesquisadas: o destaque foi o cartão de crédito, com alta de 7,58%, o maior nível de correção já registrados desde setembro de 2012. Na modalidade, a rolagem da dívida em um ano aumentou para 216,59%, ante 192,94%, em janeiro último. No mês, a taxa passou 9,37% para 10,08%.

Do total de operações, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) teve o segundo maior percentual de aumento - 3,55% - na compra de automóveis. Foi a maior elevação desde julho de 2012. Mas ainda assim é o tipo de financiamento com as menores taxas de juros do mercado. A taxa média passou de 1,69% para 1,75% ao mês, e  de 22,28% para 23,14% ao ano.

Já no comércio, o consumidor nunca pagou tão caro pelas compras a prazo desde agosto de 2012, com os valores acrescidos na média em 2,53% sobre janeiro último. A taxa ao mês atingiu 4,46% e, ao ano, 68,81%.

Embora tenha apresentado pequena elevação, de 0,62%, o cheque especial ficou no segundo posto entre as mais onerosas modalidades de crédito: os juros cobrados ao mês estava em 8,08% e, ao ano, 154,06%.

A melhor opção para quem precisou de dinheiro, no período, continuou sendo a busca por recursos de empréstimo pessoal nos bancos, mesmo com a correção de 1,23%. No entanto, comparado aos anos anteriores, as taxas foram as maiores desde agosto de 2012.

Para as pessoas jurídicas, as três modalidades de crédito tiveram aumentos e a elevação média foi 0,91% ou 0,03 ponto percentual acima do registrado no mês anterior. As empresas estavam pagando ao mês juros de 3,32% ante 3,29% e 47,98% ao ano ante 47,47%.

A tomada de dinheiro para capital de giro ficou 2,35%  mais cara com taxa ao mês de 1,74% e ao ano 23%. As retiradas por meio de descontos de duplicatas subiram 1,26% com taxas de 2,41% ao mês e de 33,08% ao ano. E, no caso da conta garantida, empréstimo rotativo para as micro e  empresas, a variação atingiu 0,52% com a taxa ao mês de 5,82% e ao ano de 97,16%.

De acordo com a previsão da Anefac, os juros tendem a sofrer novas elevações, já que a tendência é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha em alta a Taxa Básica de Juros, a Selic, como meio de conter a inflação.

Tags: Anefac, brasil, economia, Juros, percentual

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