Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Economia

'FT': Ford adverte sobre excesso de capacidade em mercados emergentes

Jornal do Brasil

De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal Financial Times (FT), nesta quarta-feira (5/3), as montadoras globais estão preocupadas com os seus desempenhos em mercados emergentes, como o Brasil, Rússia e Índia, que têm as suas expectativas de venda incompatível com as metas ambiciosas de montagem. A expectativa era de que as crescentes vendas nesses mercados compensasse a queda na demanda nos países ocidentais, após a crise financeira que causou um boom de produção em países como a Índia, onde as montadoras investiram bilhões de dólares em novas fábricas pensando no retorno de dois dígitos.

"Há claramente um caso em que os olhos têm sido maior do que o estômago para alguns [montadoras]", disse Mark Fields, número dois da empresa Ford e amplamente visto como o sucessor do chefe executivo da montadora, Alan Mulally. O Financial Times destaca que o mercado total automotivo global terá de 20% a 30% da sua capacidade estimada em 2016, com base em pesquisa realizada pela KPMG. O excesso de capacidade, ou ter a capacidade de construir mais carros do que pode vender, é uma dor de cabeça para as montadoras, segundo das avaliações do veículo. 

As fábricas estão investindo para construir, executar e manter as suas produções rotineiras, mas os lucros só entram quando pelo menos 75% da capacidade pretendida está sendo utilizada. Fábricas subutilizadas são a razão mais importante pela qual empresas como a Peugeot Citroen, Fiat, GM e Ford estão perdendo dinheiro na Europa. Enquanto isso, há a ascensão da China como potência motor global em direção de se tornar o maior país do mundo, quando o crescimento em outros mercados do Bric se tornaram negativo. O Brasil, Índia e Rússia compraram mais de 2,5 milhões de carros no ano passado, assumindo no mercado mundial a quinta, sexta e sétima maiores nos mercados de venda. Os países são importantes para as montadoras globais, que experimentam o pior mercado de automóvel europeu por duas décadas.

A Fiat, General Motors e Volkswagen tem cada uma cerca de 20% do mercado brasileiro, enquanto a Renault-Nissan detém 30% do mercado russo. As vendas caíram em todos os três mercados no ano passado, pela primeira vez em mais de uma década. A Ford espera que a América do Norte e a China para impulsionar novamente as vendas da indústria global e o crescimento do lucro este ano, segundo especialista entrevistado pelo FT.

Tags: automóveis, emergentes, Metas, montadoras, países

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