Jornal do Brasil

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Economia

La Nación: o motor industrial argentino perde potência

Jornal do Brasil

O jornal argentino La Nación destaca nesta segunda-feira (3) a crise na indústria do país, devido à queda do consumo e às fracas exportações. O periódico cita a cidade de Unquillo, onde nasceu o tenista David Nalbandian, e que há duas semanas vivenciou a crise do frigorífico Estancias del Sur, da brasileira Marfrig, obrigada a dar férias coletivas de 60 dias aos mais de 500 operários.

Segundo o jornal, o sindicato da categoria adverte que existem outras centenas de trabalhadores em férias em outras fábricas da Marfrig, como em Hughes, Santa Fe e San José.

Em fevereiro, a crise na indústria atingiu a têxtil Plenit, em Carreras, Santa Fe, deixando 90 operários desempregados.

O jornal lembra que o Ministério do Trabalho da Argentina implementou o Programa de Reconversão Produtiva (Repro), que consiste em subsídios de $ 1.500 por empregado para manter os postos de trabalho. O programa, criado para enfrentar a crise mundial de 2008/2009, voltou agora para ajudar as empresas a enfrentar o desemprego.

Esta semana também três fábricas instaladas em Córdoba, das empresas Valeo, Rieter e Liget, foram invadidas pelos trabalhadores para tentar evitar as demissões em massa.

"É claro que não foi um começo de ano fácil para a economia argentina nem para a indústria em particular. Não se prevê a repetição de 2001 ou 2002, mas algo parecido com 2009. De qualquer maneira, as previsões muitas vezes falham, para o bem ou para o mal", diz o jornal. 

O presidente da União Industrial Argentina, Héctor Méndez, esteve reunido com empresários para analisar a situação do setor. Segundo ele, o emprego pode se complicar um pouco, por que houve uma queda muito importante em alguns setores do mercado. "Esperamos que não tenhamos mais demissões", disse. 

No entanto, o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, disse que existem situações isoladas, como sempre houve. "Não se observa uma situação de conflitos coletivos ou situações de demissões em massa. Estamos agindo para proteger os postos de trabalho", garantiu.

Tags: Argentina, crise, economia, fase, industria

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