Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Economia

'Bloomberg': aumento da taxa Selic pode interferir no crescimento do Brasil

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O portal americano Bloomberg, especializado em Negócios e Economia, destaca nesta quinta-feira (27/2) que com o aumento da taxa Selic o Brasil deve desacelerar o seu crescimento. A matéria informa que o Banco Central do país reduziu pela metade o ritmo de aumentos da taxa nesta quarta (26), sinalizando com isso que o fim do seu ciclo de aperto está próximo com as decisões políticas visando conter a inflação sem comprometer o crescimento.

O conselho de administração do banco, liderada pelo presidente Alexandre Tombini, votou, por unanimidade, a favor de elevar a taxa Selic para 10,75% de 10,5%, como previsto em 44 de 61 economistas consultados pelo portal Bloomberg. A decisão dá "continuidade" a um ciclo de aumentos da taxa de juros iniciado em abril. A inflação ainda persiste acima da meta, enquanto os economistas reduziram as suas previsões de crescimento para 2014 quase pela metade, como confiança dos consumidores e enfraquecimento dos negócios. John Welch, macro estrategista do Canadian Imperial Bank of Commerce, disse ao portal que - "o Banco Central está dizendo que estamos chegando mais perto do final do ciclo, mas não estamos completamente lá ainda". 

Welch estima ainda que o banco central deve promover mais um aumento aguardando por uma provável elevação de preços controlados pelo governo, como por exemplo o combustível automotivo. A taxa de referência está agora no mesmo nível de quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse em 2011. 

Banco Central do Brasil nos últimos oito encontros elevou a taxa base em 350 pontos de um registro de 7,25%. Brasil tem os maiores custos de empréstimos de referência dos bancos centrais que definem as taxas de juros na América Latina, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Em 23 dos 26 encontros que Tombini supervisionou desde que assumiu em 2011, a diretoria do banco central aumentou ou reduziu as taxas, tornando-o mais ativo entre as principais economias emergentes. Ele impulsionou os custos dos empréstimos de referência cinco vezes e, em seguida, fez 10 cortes antes de empreender a nova série de aumentos em abril. Brasil foi o país que mais aumentou a sua taxa de referência entre as 49 principais economias mundiais monitoradas pela Bloomberg no ano passado.

Os níveis de confiança têm diminuído como funcionários têm apertado a política monetária. Sentimento do setor industrial em fevereiro caiu para o menor nível desde julho, enquanto a confiança do consumidor no mesmo mês chegou ao menor nível desde maio de 2009.

Tags: aumentos, inflação, negócios, políticas, selic

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