Jornal do Brasil

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Economia

Dilma: Brasil está muito mais preparado para enfrentar instabilidade

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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira(24), em Bruxelas, na Bélgica, durante reunião plenária, na Sede do Conselho da União Europeia, que o Brasil está muito mais preparado para enfrentar momentos de instabilidade no cenário internacional. Dilma explicou que o Brasil adota regime de câmbio flexível, tem políticas de meta de inflação e fundamentos macroeconômicos muito mais sólidos que no passado.

“E nós temos um mérito, vou dizer assim, de termos nos antecipado a esses processos. Na época da exuberância e ampliação dos recursos monetários, iniciamos processos macroprudenciais e fomos um dos primeiros países a começar o ciclo de aperto monetário, elevando nossa taxa de juros. Essa semana adotamos medidas complementares para perseguir a trajetória decrescente da nossa dívida líquida e bruta em relação ao PIB. Vamos fazer um superávit em torno de 1,9% do PIB. Como temos reservas altas, temos um colchão de proteção em relação a essas flutuações”.

Dilma Rousseff posa para foto oficial com Van Rompuy e Durão Barroso durante VII Cúpula Brasil-União Europeia
Dilma Rousseff posa para foto oficial com Van Rompuy e Durão Barroso durante VII Cúpula Brasil-União Europeia

A presidente disse que o Brasil passou por uma profunda transformação social nos últimos anos e que a política de inclusão social e redução da pobreza permitiu ao país atravessar a crise sem grandes consequências sociais. Dilma lembrou que foi criado um grande mercado interno de consumo de massa e que o Brasil é atualmente um dos maiores mercados para automóveis, computadores, fármacos, celulares, refrigeradores e cosméticos.

“As economias emergentes continuarão a ser muito importantes para o mundo, tanto porque seus mercados estão em processo de ampliação, principalmente os mercados internos e o consumo de cada um desses países, como também pela quantidade de oportunidades de investimento com alta rentabilidade que esses países possuem. Mas para nós, é essencial a recuperação das economias desenvolvidas, e nós vemos o cenário hoje de forma muito mais favorável do que no passado”.

Tags: brasil, CÚPULA, economia, europeia, união

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