Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2014

Economia

'La Nación': consultores e UIA estimam recessão este ano, com 35% de inflação

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Segundo uma matéria do jornal argentino La Nación, publicada nesta quinta-feira (20/2), a Argentina enfrentará este ano uma recessão moderada com a inflação perto de 35% (média 34,4%), de acordo com o consenso dos bancos internacionais, consultores locais e a Argentina União Industrial (UIA). O jornal cita outra publicação feita no portal especializado LatinFocus Consensus Forecast, sobre um relatório da consulta mundial dos negócios que ressalta: "a perspectiva de uma crise financeira iminente após a desvalorização do peso no final de janeiro".

Os consultores entrevistados na matéria esperam que a desvalorização da taxa de câmbio oficial mergulhe a 10 dólares no final do ano. O crescimento médio esperado é de 0,9%, mas um estudo da UIA sobre os bancos Credit Suisse e Bradesco, afirma que haverá uma queda no PIB, e o restante dos consultores estão ajustando para baixo as suas previsões, por causa do cenário de incerteza macroeconômica e política.

No cenário de referência avaliado pelos consultores dos bancos, terá uma ligeira queda de cerca de 1%, caso o governo mantenha a forma ortodoxa dos últimos meses para aumentar as taxas de juros, níveis de inflação e conter aumentos salariais, além de tentar corrigir débitos em atraso. Eduardo Levy Yeyati, diretor Elypsis, disse ao jornal La Nación que, se estes pressupostos forem cumpridos, a queda do PIB será de 1,5%, com o maior superávit comercial de importações em queda e as reservas seriam de entre 28 milhões e 31 milhões (dependendo do cupom ou pagamento PIB). No pior cenário, a recessão poderia chegar a 3%, disse ele.

Latinfocus destacou o aumento registrado na taxa de juros, juntamente com a ordem para os bancos venderem parte de sua carteira em dólares, como uma forma de conter a alta da moeda, tanto oficial quanto no paralelo dos EUA. Mas ele alertou: "Confiança no peso continua a ser baixa, como os argentinos permanecem preocupados com outra desvalorização nos próximos meses". Com um cenário de "crescimento vacilante econômico e a inflação, os analistas acreditam que as medidas tomadas pelo governo podem não ser suficientes para restaurar a confiança no valor do peso, evitar uma maior desvalorização nos próximos meses e evitar a ameaça de explosão de uma crise financeira", disse ele no relatório. A previsão de 9,84 dólares oficial no final do ano representam uma desvalorização de 55% desde o final de 2013.

Até o final de 2015, espera-se um valor de 12,48 dólares, enquanto que o crescimento econômico seria de 1,9% este ano. As perspectivas de inflação variam muito entre os participantes: entre 28a 45% este ano. No meio aparece a Elypsis com 34%. Para a nova CPI oficial está previsto um aumento de apenas 18% ao ano. 

Tags: bancos, bradesco, crise, financeira, inflação, Mundial

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