Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

Economia

Investidores estrangeiros voltam ao Brasil

Ingresso de recursos no país supera as retiradas

Jornal do Brasil

As ameaças das agências de classificação de risco de rebaixar a nota do Brasil não impediram um retorno do capital estrangeiro ao país. Em fevereiro, segundo o Banco Central, o ingresso de recursos superou em US$ 318 milhões as saídas no acumulado até o dia 14. Os recursos estão voltando, segundo analistas, por conta da alta dos juros e com isso o fluxo do ano ficou positivo em cerca de US$ 2 bilhões, ao contrário do mesmo período do ano passado, quando os investidores retiraram do país US$ 4 bilhões.

A reversão da tendência de investimentos no Brasil leva em conta ainda a redução dos preços dos ativos que chegaram a um nível considerado pelo mercado bastante baixo e, portanto, bastante atrativo também. Esse pico foi verificado em janeiro, quando houve uma debandada dos estrangeiros. De acordo com o Banco Central, houve ingresso de US$ 1,72 bilhão pela conta financeira, ao contrário do ingresso verificado em janeiro que ficou em US$ 19 milhões.

O aumento do ingresso de recursos estrangeiros no país, além dos preços baixos dos ativos, leva em conta ainda o fato do Brasil ter sido o primeiro país a aumentar sua taxa de juros entre os emergentes que seriam afetados pela decisão do Banco Central dos EUA (FED) que vem retirando os estímulos à economia daquele país.

Esse retorno, no entanto, não significa que os investidores estrangeiros retornaram de vez ao mercado brasileiro. A volatilidade pode dar sinais de vida em breve. A ata do Comitê de Mercado Aberto do FED começaram a discutir a possibilidade de aumentar a taxa de juros básica, o que atrairia o capital novamente para os Estados Unidos. A possibilidade desse aumento tem como justificativa o índice de desemprego no país que atualmente está em 6,6%. O FED estaria disposto a começar a retomada do aumento dos juros quando esse índice chegasse a 6,5%, o que está muito próximo.

O FED deverá também continuar com a política de retirada dos estímulos à economia dos EUA com a diminuição, em torno de US$ 10 bilhões mensais, na recompra de títulos do mercado. Com essa medida, aproximadamente no meio do ano, os estímulos deverão ser retirados completamente. 

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