Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Economia

Horário de verão chega ao fim, mas consumidor deve poupar energia

Jornal do Brasil

Depois de quase quatro meses, chega ao fim o horário de verão 2013/2014. À meia-noite deste sábado (15), os relógios devem ser atrasados em uma hora nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porque estavam adiantados desde o dia 20 de outubro do ano passado.

O principal objetivo do horário de verão é a economia de energia no horário de maior consumo (das 18h as 21h), possível com o melhor aproveitamento da luminosidade natural. Com a redução, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

Com o final do horário de verão o país terá economizado R$ 405 milhões nos 120 dias da vigência da medida, instituída pela primeira vez no verão de 1931/1932.

A medida propiciou uma redução de aproximadamente 4,1% da demanda por energia de ponta dos dois sistemas. Desse percentual, 4,3% foi economizado no Subsistema Sul, e 4,1% no Sudeste/Centro-Oeste.

Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul.

O Operador Nacional do Sistema informou que, no caso do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a, aproximadamente, 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes).

Do total de R$ 405 milhões economizados, os ganhos referentes ao custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema resultaram em benefícios econômicos de R$ 125 milhões, somente com a redução de geração térmica, no período outubro/2013 a fevereiro/2014.

Mais R$ 280 milhões economizados foram referentes ao custo evitado pela redução do  valor da carga esperada para a ponta do Sistema Interligado Nacional, de 2.565 MW, que teria que ter sido atendido por geração térmica.

Os números indicam, ainda, que a redução de energia de 295 MW médio representa 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos, dos quais 220 MW correspondem ao Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 75 MW ao Subsistema Sul, equivalendo a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 14% do consumo mensal de Curitiba, respectivamente. 

Passado o horário de verão, os consumidores podem colaborar para que o consumo de energia seja reduzido, adotando medidas simples no dia a dia. Uma cartilha da Agência Nacional de Energia Elétrica orienta os usuários sobre o uso racional da energia, que, além de economizar na conta de luz, ajuda a evitar a escassez no futuro.

Algumas dicas são conhecidas dos consumidores, como apagar a luz ao sair de um ambiente, usar lâmpadas fluorescentes compactas; preferir a luz natural durante o dia e desligar o chuveiro enquanto se ensaboa.

Outras orientações não são tão conhecidas, como a pintura de paredes internas e teto com cores claras, que refletem melhor a luz natural. A Aneel também aconselha a não reaproveitar a resistência do chuveiro queimada, porque, além de perigosa, a prática aumenta o consumo de energia.

Na cozinha também é possível economizar energia. A geladeira deve ser aberta o mínimo de vezes possível, retirando todos os itens de uma só vez. Os alimentos não devem ser guardados quentes e o eletrodoméstico não deve ter as prateleiras forradas, porque isso aumenta o consumo de energia. A borracha da porta da geladeira deve ser mantida em boas condições, porque veda o interior do refrigerador, evitando um maior consumo de eletricidade.

Na área de serviço, uma das dicas é acumular o máximo de roupas possível para lavar de uma só vez na máquina e usar pouco sabão, para não ter que enxaguar a roupa várias vezes. O mesmo vale para o ferro de passar, que deve ser ligado para passar mais roupas da mesma vez, pois o aparelho consome muita energia cada vez que é ligado. Além disso, o ferro deve ser regulado de acordo com a temperatura indicada para cada tecido. 

Ao comprar um eletrodoméstico, a dica é preferir aqueles com o selo Procel ou etiqueta A do Inmetro, que indicam os mais econômicos. Outra prática importante é não ligar vários aparelhos na mesma tomada porque, além de perigoso, consome mais energia. Os consumidores também devem evitar o uso de aparelhos elétricos no horário de pico de consumo (das 18h as 21h).

Nos últimos dias, o nível dos reservatórios das hidrelétricas está abaixo da média, especialmente no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país. O governo diz que o sistema elétrico brasileiro está equilibrado. Segundo o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico, a não ser que ocorra algo excepcional, não há dificuldade no suprimento de energia no país em 2014.

Informações da Agência Brasil

Tags: consumo, energia, hora, mudança, relógios

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.