Jornal do Brasil

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Economia

Preços de imóveis em SP não vão parar de subir, diz especialista

A alta de preço dos apartamentos usados teve queda de 8 pontos percentuais

Portal Terra

O preço dos imóveis em bairros nobres de São Paulo estão subindo menos, A imobiliária Coelho da Fonseca preparou um estudo sobre a variação dos preços bairros das zonas Sul e Oeste da capital paulista. Com base no preço de venda - e não no anunciado - a alta de preço dos apartamentos usados teve queda de 8 pontos percentuais na comparação entre 2012 e 2013. Enquanto no ano retrasado a alta foi de 22%, em 2013 os preços subiram e 14%.

Segundo o diretor de terceiros da imobiliária, Fernando Sita, a curva de valorização do mercado imobiliário é decrescente, o que significa uma acomodação dos preços. Porém, segundo ele, engana-se quem pensa que os valores irão para de subir ou até mesmo cair.

“As altas no Brasil ainda estão longe de se assentarem, nossos preços são muito menores do que aqueles praticados na Inglaterra, por exemplo, onde o preço do metro quadrado do Hyde Park custa 30 mil libras”, compara.

Para o executivo, o mercado está longe de um limite de valorização. Para quem investe na área, a indicação são bairros consolidados, como Pinheiros, onde um imóvel pequeno ou grande tem liquidez, graças à infraestrutura do bairro. 

A Vila Nova Conceição liderou a pesquisa com o maior preço por metro quadrado, R$ 12.997. O segundo lugar ficou com o Itaim a R$ 10.783, seguido pela Vila Olímpia que registrou custo de R$ 10.599. O menor valor do metro quadrado foi encontrado no Morumbi, R$ 5.658.

Os bairros que mais valorizaram de um ano para o outro foram Alto da Boa Vista (38%), a Saúde e a Vila Madalena (31%). O que menos valorizou foi a Pompeia (1%).

Oferta menor de apartamentos grandes faz preços subirem  Os resultados da imobiliária também indicam que os imóveis usados com mais de quatro dormitórios tiveram as maiores altas no período. O motivo seria uma tendência de lançamento de pequenos apartamentos, que possuem localização central e maior infraestrutura, deixando para trás os imóveis maiores e sem apelos internos como academia e varanda gourmet. "Foi a lei da oferta e da procura, os novos apartamentos são pequenos e os antigos, maiores, estão em menor quantidade, o que elevou os preços", explica.

Um dado interno da Coelho da Fonseca indica que 70% das vendas efetuadas nestas regiões tiveram 5% de desconto em relação ao preço pedido pelos proprietários, o que é visto pelo diretor como uma característica cultural do brasileiro, “nós gostamos de negociar antes de fechar um negócio.”

Sita afirma que os dados não refletem a realidade de toda a cidade, já que cada bairro e região respondem de maneira diferente. 

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Comentários

1 comentário
  • Lawrence Mayer Malanski

    Realmente, comparar Londres com São Paulo e usar isso como desculpa para aumentar os preços das quitinetes de 35m2 aqui na Suiça tropical é algo mais do que excelente! haha Totalmente ridículo esse argumento do Sr Fernando Sita!

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