Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Economia

Grupo dos países frágeis é uma incoerência

Brasil tem fundamentos econômicos sólidos

Jornal do Brasil

Os chamados “países vulneráveis” não deveriam ter como membro o Brasil que não se encontra numa situação tão ruim quanto os outros listados nesse novo grupo, que reflete uma moda entre economistas internacionais. “O único indicador que está pior do que os dos outros é a relação meios de pagamentos/reservas cambiais. Nos demais, o Brasil está bem melhor que os outros países”, afirma o economista e ex-ministro Delfim Netto que mais uma vez desarma o alarmismo de uma iminente e séria crise econômica.

“Esse é o único indicador que o Brasil não está bem, nos demais estamos bem melhor do que os outros países desse grupo inventado agora. A verdade é que você não pode misturar todo mundo no mesmo balaio. Cada um tem suas características próprias”, disse Delfim. Para o ex-ministro, o Brasil vai bem nos demais indicadores de comparação com os demais “vulneráveis” que são a dívida externa em dólares, número de meses de importação que podem ser financiados pelas reservas e a porcentagem da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

O novo grupo dos cinco mais vulneráveis às mudanças econômicas que estão correndo, com o fim dos estímulos à economia pelo Banco Central dos Estados Unidos são: Brasil, Turquia, Indonésia, Índia e África do Sul. O grupo foi criado pelo banco Morgan Stanley que aponta a fragilidade da moeda desses países como principal fator comum entre eles. Os bancos centrais desse grupo, de acordo com o Morgan Stanley, estão atuando de forma mais agressiva para segurar suas moedas.

Para analistas de mercado, Brasil e Índia enfrentam uma desaceleração do crescimento e inflação que não dá sinais de queda. Esses indicadores refletem sobre os investidores que vêem com pessimismo os dois países. No entanto, é consenso entre economistas que a situação do Brasil é bem melhor do que os demais, com melhores fundamentos econômicos e o que possui a maior reserva internacional, em torno de US$ 376 bilhões, além de um dos menores déficits em conta corrente.

A maior crítica ao Brasil, no entanto, está relacionada ao déficit fiscal que não mostra sinais positivos. Os economistas afirma que um superávit primário acima de 2% do PIB poderia ter um impacto positivo no mercado e amenizar a desvalorização do real. No entanto, essa meta ainda não está consolidada na equipe econômica do governo, o que colabora para a visão pessimista do país.

Tags: brasil, crescimento, crise, economia, fundamentos, indicadores, mercado

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