Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Economia

Faturamento real da indústria cresce 3,8% em 2013

Agência Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje (5) dados indicando que, mesmo com “os declínios nos meses finais do ano”, a indústria de transformação não foi impedida de obter expansão do faturamento em 2013 em comparação ao ano anterior. O faturamento real, por exemplo, subiu 3,8%. Por outro lado, as horas trabalhadas na produção cresceu apenas 0,1% no ano passado. Os número estão na pesquisa Indicadores Industrias.

“Os dados de dezembro mostram um recuo, mas é um mês considerado fraco. Na comparação com dezembro de 2012, os dados são fracos. Mas, apesar disso, os dados de 2013 são positivos em comparação ao ano anterior”, destacou Flávio Castelo Branco, gerente executivo da CNI. De qualquer forma, segundo ele, 2012 foi um ano “muito fraco” e por isso os setores tiveram dificuldade de uma retomada mais acentuada do crescimento no ano seguinte, mesmo com dados melhores.

No ano de 2013, em 17 de 21 setores considerados pela CNI, os destaque são máquinas e materiais elétricos (17,7%), madeira (12,2%), máquinas e equipamentos (11,7%), produtos diversos (11,5%) e vestuário (11,2%).

A CNI destaca também o emprego como indicador com resultado positivo na indústria de transformação. Dos 21 setores considerados, 14 registraram crescimento informou a confederação. As maiores altas foram registradas nos setores de bebidas (4,3%), couros e calçados (3,7%), borracha e plástico (3,1%) e vestuário (3%).

Por outro lado, o indicador que mede as horas trabalhadas na produção, diz a CNI,  registrou queda na maioria dos setores: onze apresentaram variação negativa  quando comparado com a média do ano passado com iguais períodos anteriores.

Sobre a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores do setor, a confederação avalia que o resultado positivo não foi “homogêneo”. Com um crescimento de 1,7% na indústria como um todo, quase a metade dos setores obteve queda nesse item. Na média, houve crescimento de 0,9%, indicando desequilíbrio da massa salarial e do rendimento médio dos trabalhadores.

Embora a CNI avalie que os dados de 2013 apresentaram crescimento (mesmo baixo, houve crescimento de 0,1% no emprego), em dezembro todos os indicadores apresentaram “retração”: as horas trabalhadas registraram queda de 2,5%, o faturamento real -1,1%, a massa salarial real -0,2% e o rendimento real -0,3%. A utilização da capacidade instalada  ficou em um percentual médio 81,4%, ante os 81,9% de novembro e 82,6% de dezembro de 2012, dados já dessazonalizados.

“A gente espera um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% e [algo similar] para a indústria. [Tal performance ocoorerá} se o ciclo de aperto monetário for menos intenso. Se for mais intenso teremos um comportamento menos favorável”, avalia Castelo Branco. Ele disse também que espera melhoria nos dados de janeiro.  Entre os fatores estão o câmbio e as desonerações. Por outro lado, faz uma alerta sobre o ciclo da alta de juros que podem prejudicar um melhor desenvolvimento do setor, além do ambiente internacional. “O quadro para 2014 vai se mostrar mais adverso. O gradual avanço na economia internacional vai levar a um ajuste gradual da política monetária, menos favorável para os emergentes”, disse.

A questão energética também preocupa os empresários industriais, que veem a ajuda do governo ao setor elétrico para utilizar as termoelétricas e equilibrar o suprimento como um risco de  não cumprimento das metas fiscais. 

Tags: confederação, dados, economia, industria, nacional

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