Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

Economia

'La Nacion': Reservas sofreram queda acentuada de 250 milhões de dólares

Jornal do Brasil

O jornal La Nacion publica nesta sexta-feira (31/1) que, apesar do Banco Central tratar o pagamento das importações, não conseguiu impedir a queda das ações nesta quinta-feira (30), contabilizando uma baixa de mais de 250 milhões de dólares, chegando a uma perda de 793 milhões de dólares esta semana. Ainda ontem, o Banco Central de la República Argentina (BCRA) teve perda de 28.270 milhões de dólares, e pode ser ainda maior no fechamento de hoje. O mês de janeiro poderia ser para o banco o mês de maior reserva desde o ano de 2006, quando o governo sanou a dívida de mais de 9.400 milhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI).    

O BC manteve ontem o dólar oficial a 8.03 dólares, muito perto do nível alcançado nos dias anteriores. O chefe de Gabinete da Argentina, Jorge Capitanich, definiu o valor como sendo de "convergência aceitável para os objetivos da política econômica". No paralelo, as poucas operações levaram a queda de 30 centavos, em relação a 12,65 pesos.

Banco Central não conseguiu impedir a queda das ações, contabilizando uma baixa de mais de 250 milhões de dólares
Banco Central não conseguiu impedir a queda das ações, contabilizando uma baixa de mais de 250 milhões de dólares

O BC está fazendo um esforço para manter o dólar, ontem praticamente não houve compras de importados. Portanto, o volume de transações no mercado de balcão (MAE), onde os bancos comerciais e de negócios de grandes empresas são canalizados, totalizou apenas 113 milhões de dólares, a metade do que é registrado em um dia normal.

O Central, que é referencia na venda de dólares no mercado, foi abastecido com cerca de 30 milhões de dólares, segundo a autoridade monetária. Mas a maioria das transações no MAE foram abaixo de 300 mil dólares. O resultado das operações de indivíduos que usaram o levantamento parcial das unidades populacionais para obter dólares para entesouramento também foram influenciadas. A Administração Federal de Receita Pública (AFIP) disse que as vendas foram acumuladas nesta quinta (30) num volume de 26,8 milhões de dólares. E os economistas esperam que a demanda da próxima semana seja igual ou superior.

Segundo o La Nacion, o Banco Central costuma fazer vários pagamentos de obrigações nas sextas-feiras, assim, não é razoável mitigar a queda em suas reservas. Em janeiro, o Banco Central registrou uma perda de 2329 milhões de dólares. Só em novembro, houve uma queda ainda maior de 2433 milhões de dólares. Muitos operadores estão alertando, mediante os resultados dessa semana, que as importações não foram canceladas nesses dias, deve pressionar a taxa de câmbio na próxima semana. Desde quarta-feira passada (29), o BCRA fez aos poucos a liberação para os importadores de dólares.

Fontes do setor agrícola, por sua vez, disseram que os exportadores não prevêem uma forte moeda de liquidação em fevereiro, o que colocaria ainda mais pressão na oferta do Central. Apenas em março deve começar a introduzir algumas das novas culturas, a não ser que os produtores de grãos consigam vender nas próximas semanas o atrasado da temporada anterior, estimado em cerca de 4 bilhões de dólares. O governo está de olho nesse investimento.

É que também além da compra individual de moeda estrangeira, a queda nas reservas do Banco Central reflete os pagamentos das importações de energia do Estado nacional. De acordo com as estimativas privadas, após a desvalorização da semana passada, o custo dessas importações devem crescer em 45% sobre o preço médio das compras do ano passado, quando totalizaram em cerca de 13 milhões de dólares. Para combater a demanda pela moeda estrangeira do setor privado, por sua vez, o BCRA deverá seguir na próxima semana as taxas de juros em pesos do sistema financeiro.

Tags: Argentina, banco, central, Dólar, econômica, operações, política

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.