Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Economia

Febraban: crescimento da economia será moderado em 2014

Jornal do Brasil

As previsões de analistas do mercado financeiro para 2014 e 2015 apontam para a manutenção do ritmo de crescimento da economia registrado em 2013 – estima-se que o PIB deve ter alta de 2,3% em relação a 2012. Em 2014, a atividade econômica deve crescer 2,1% e, em 2015, 2,3%, impulsionada pelo aumento do PIB Agropecuário, Industrial e de Serviços. Os dados fazem parte da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que consultou 28 analistas de bancos entre os dias 23 e 28 de janeiro.

Crescimento esperado do crédito também segue tendência de moderação, com recuo na previsão geral para 13,2% em 2014 e expansão um pouco menor para 2015, de 12,7%. A previsão para o crédito direcionado caiu para 18,7% em 2014, ante 19,5% na pesquisa anterior, e se espera um aumento de 17,2% para 2015, ante 24,5% em 2013. No crédito com recursos livres, as projeções são de expansão de 10,5% para 2014 e de 11,2% em 2015, ante 7,8% em 2013.

Após a publicação da última ata do Copom,  84% dos economistas consultados pela pesquisa decidiram elevar o ajuste esperado para a Selic. A taxa prevista para o final de 2014 subiu para 11% a.a., de 10,5% a.a. na pesquisa anterior. Ainda não há um consenso entre eles. Para 60% dos economistas, a Selic encerrará 2014 em patamar igual ou superior a 11% a.a., enquanto que 36% preveem apenas mais uma nova elevação de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom, o que poderia levar o ano de 2014 a encerrar com uma taxa em torno de 10,75% a.a.. Para 2015, as provisões para a Selic giram em torno de 11,5% a.a.

A pesquisa mostrou que 60% dos economistas acreditam que a economia global pode apresentar um crescimento maior este ano e sua influência também poderá ser mais inflacionária para a economia doméstica. Previsões do PIB dos EUA elevaram-se para 2,9% em 2014, de 2,6% na pesquisa anterior, e deverá manter-se neste patamar em 2015.

A desvalorização cambial esperada também deve exercer papel inflacionário neste ano. A taxa de câmbio prevista segue movimento atual dos mercados e avança para R$ 2,46 ao fim de 2014, de R$ 2,41 na pesquisa anterior e, em 2015, poderá ficar em R$ 2,50.

As previsões apontam que a inflação oficial, medida pelo IPCA, deve ser de 6% em 2014. Para 2015, espera-se um recuo no índice, para 5,7%.

Tags: a federação, bancos, crescimento, economia, pesquis

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.