Jornal do Brasil

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Economia

Ministro não vê surpresa nos dados do emprego

Segundo a PME, o país teve a menor taxa histórica de desemprego em 2013

Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse nesta quinta-feira (30) que o resultado da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que apontou a menor taxa histórica de desemprego nos últimos 11 anos, não é uma surpresa. Segundo ele, os dados são fruto dos esforços do governo federal para garantir a geração de empregos.

"Obras, investimentos, qualificação profissional, grandes empreendimentos para a Copa, Olimpíadas, mobilidade urbana, portos e aeroportos, enfim é a soma de todos os esforços do governo", disse o ministro.

"O mais importante não é nem a geração de novos postos de trabalho com carteira assinada, mas o aumento real do salário. É isso que continuaremos a buscar em 2014 e permanentemente o Brasil vai buscar o resgate social e a incorporação de setores importantes da sociedade para um país mais igual, justo e democrático", acrescentou Manoel Dias.

Ministro do Trabalho, Manoel Dias, participou de vários eventos no Rio e comentou os dados da PME 
Ministro do Trabalho, Manoel Dias, participou de vários eventos no Rio e comentou os dados da PME 

O ministro participou do lançamento de um termo de compromisso público pelo emprego e trabalho decente na Copa do Mundo deste ano e nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro. Depois, Manoel Dias participou do lançamento da Carteira de Trabalho Eletrônica em um posto do ministério em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta pelo IBGE, a taxa de desocupação oficial fechou 2013 em 4,3%. A taxa é a menor já registrada desde o início da série histórica, iniciada em março de 2002.

No ano, a taxa média foi 5,4% - a menor também já constatada na pesquisa. O resultado foi 0,1 ponto percentual abaixo dos 5,5% de 2012, e 7 pontos percentuais abaixo dos 12,4% registrados em 2003.

Em dezembro de 2013, a taxa de desocupação (que corresponde à proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa) foi 4,3%. O percentual é 0,3 ponto abaixo do registrado em novembro passado e também em dezembro de 2012, ambas de 4,6%.

Já o rendimento real habitual caiu 0,7% em relação a novembro, de R$ 1.981 para R$ 1.966. Mesmo assim, o resultado ficou 3,2% acima do registrado em dezembro de 2012.

De acordo com o IBGE, a população desocupada caiu 6,2% de novembro para dezembro, o que significa em números absolutos que havia 70 mil pessoas a menos procurando trabalho no último mês de 2013. No ano passado, a soma dos desocupados foi de 1,3 milhão de pessoas, 20 mil a menos do que em 2012.

O número de ocupados ficou estável na comparação com novembro de 2013 e subiu 0,7% na média de 2013 comparada com a média de 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 2% de 2012 para 2013, com 236 mil postos a mais de trabalho, mas não cresceu de novembro para dezembro.

O rendimento médio real habitual da população ocupada cresceu 3,2% em dezembro de 2013 ante dezembro de 2012. A renda média ficou em R$ 1.966,90 no último mês do ano passado, em queda de 0,7% na comparação com novembro, quando estava em R$ 1.981,08.

Também consta na pesquisa divulgada hoje que os trabalhadores com carteira assinada do setor privado representam 50,3% da população ocupada nos locais pesquisados, somando 11,6 milhões de pessoas. Em 2012, eles eram 49,2%.

Com Agência Brasil

Tags: dados, economia, emprego, IBGE, Ministro

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