Jornal do Brasil

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Economia

Tombini diz em Davos que Brasil pode crescer mais

Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse hoje (24), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que a expansão de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não é suficiente. Apesar disso, Tombini defendeu a condução da economia e destacou que ainda há espaço para crescer, especialmente na oferta de produtos manufaturados.

“Não foi bom o suficiente. Temos de fazer mais, ir adiante. O governo tem uma ampla gama de áreas para atuar no que se refere à oferta. Temos uma ampla agenda em infraestrutura – aeroportos, grandes jogos em breve [Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016] -, ênfase em educação, em agenda pró-crescimento e de oferta. Estamos muito bem organizados nessa direção”, acrescentou Tombini.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve expansão de 2,2% do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2013.

Em relação à crise internacional, Tombini disse que o Brasil respondeu de forma “clássica” à questão, por meio da flexibilidade da política cambial e do acúmulo de divisas para amortecer déficits.

“Está funcionando. A inflação está tendo redução, estamos nos movendo nessa direção”, disse.

Ao ser questionado sobre o fato de o Brasil ter tomado as medidas estruturais necessárias para fazer funcionar a política monetária e sobre uma possível má interpretação em relação ao robustecimento da economia brasileira nos últimos anos, o presidente do BC defendeu o governo e explicou que o cenário é positivo.

“Estamos próximos do pleno emprego. Para ir adiante, precisamos de nova fonte de crescimento para o Brasil. Do lado da demanda, vemos melhores condições para a indústria”, disse, ao citar a redução de 10% nos custos do setor no ano passado, por meio das desonerações em folhas de pagamento, dos incentivos fiscais, da redução do preço da energia e diminuição das taxas de juros.

Tombini participou do painel O Futuro da Política Monetária, ao lado do presidente do Conselho do Banco Nacional da Suíça, Thomas J. Jordan, do ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, e do presidente do Banco do Japão, Haruhiro Kuroda.

Tags: brasil, davos, economia, fórum, Governo

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