Jornal do Brasil

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Economia

Em Davos, Dilma ressalta "Brasil da classe média" e controle fiscal

Portal Terra

A presidente Dilma Rousseff participou pela primeira vez nesta sexta-feira do Fórum Econômico Mundial com um discurso em que ressaltou o crescimento da classe média no Brasil e o controle fiscal do governo, em meio a desconfiança do mercado internacional com o desempenho da economia brasileira. 

Em Davos, na Suíça, para uma plateia de líderes globais e empresários, Dilma começou criticando os economistas que apontam perda de influência do Brics - grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. "A saída definitiva da crise requer um enfoque que não preveje apenas o curto prazo", afirmou.

O argumento de Dilma passou pelo crescimento do mercado consumidor, principalmente pela ascensão social. Ela citou 42 milhões de brasileiros que passaram a ser considerados de classe média e um aumento de 78% da renda per capita em dez anos. "É apressada a tese segundo a qual as economias emergentes serão menos dinâmicas. Serão dinâmicas porque lá estão grandes oportunidades."

A presidente sublinhou a situação fiscal do Brasil - um dos principais alvos de críticas. De acordo com Dilma, o Brasil deve ter um dos menores endividamentos do mundo em 2014. Para isso, o governo vai atuar com duas estratégias principais, primeiro com controle dos gastos de todos os entes federados, e segundo com o reposicionamento dos bancos públicos para a expansão do crédito.

Davos

A presença de Dilma Rousseff é vista como simbólica por economistas e tem como objetivo mostrar que o governo brasileiro dá importância ao investimento externo, além de aproximar o governo do setor privado. De quarta-feira a sábado, a reunião anual conta com cerca de 2.500 participantes, entre eles 40 chefes de Estado e inúmeros diretores de empresas multinacionais. Antes de Dilma, participaram dos debates o vocalista do U2, Bono, o fundador da Microsoft, Bill Gates, o ator americano Matt Damon, além de outros membros da comitiva brasileira, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Tags: brasil, davos, dilma, economia, fórum

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