Jornal do Brasil

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Economia

'Clarín': ministro da Argentina não contava com o FMI 

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Axel Kicillof, ministro de Economia da Argentina, disse nesta terça-feira (21/1) que não concorda com o programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) que apresentou a proposta de diretrizes para o Clube de Paris. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (22), no jornal Clarín. O veículo diz que a posição da Argentina não implica nas decisões dos credores. Mas as palavras de Kicillof podem não descartar uma auditoria do Fundo sobre a economia local.

A reportagem ressalta que o ministro da Economia mencionou a palavra "programa" e não "Artigo IV" ou "avaliação" em seu discurso. Para Daniel Marx, ex-secretário de Finanças, a diferença é tão "sutil", como "fundamental".

Segundo o jornal, aqueles que conhecem as opiniões dos credores e do protocolo da operação, dizem que, ao iniciar as negociações com o Clube de Paris, os credores devem, eventualmente, pedir ao FMI um parecer sobre a capacidade da Argentina em cumprir os compromissos assumidos. O veículo questiona se a Argentina deve passar por uma auditoria na sua economia.

"É verdade, como Kicillof disse, que a Argentina não precisa de um programa do FMI a ser acordado com o Clube de Paris. O FMI tem dois tipos de acordos. O estande por um financiamento de curto prazo para cumprir as metas fiscais e monetárias; e as instalações de fundos prolongados, que é um programa de reformas estruturais. E destaca que o ministro afirmou: "Nós não concordamos com o FMI". A matéria avalia que a declaração não é uma novidade, porque a situação no país não parece com as das décadas de 70 e 80.

De acordo com o Clarín, a economia da Argentina atualmente "navega por águas de estagnação e inflação de 30%".

Tags: Argentina, auditoria, credores, diretrizes, economia, proposta

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