Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Economia

Oito em cada dez dívidas não pagas são de até R$ 2.500, mostra SPC Brasil

Jornal do Brasil

Um detalhamento do indicador mensal de inadimplência calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostra que a distribuição das dívidas em atraso por faixa de valor manteve-se praticamente estável em dezembro de 2013 na comparação com meses anteriores.

De acordo com o levantamento, a maior parte das dívidas registradas nos bancos de dados do SPC Brasil está concentrada nas faixas de valores abaixo de R$ 2.500. Em dezembro, essas faixas representaram sozinhas 81% do valor de todas as dívidas, valor ligeiramente abaixo dos 81,2% verificados em novembro e outubro.

Como consequência, houve uma pequena elevação na participação de registros de maior valor. A participação das faixas com dívidas acima de R$ 7,5 mil aumentou de 8,27% em novembro para 8,39% em dezembro.

Houve também um ligeiro recuo dos registros de inadimplência de até R$ 250, as quais passaram a representar 33% dos registros em dezembro contra 33,2% observado no mês anterior.

Na avaliação da economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, a tendência para os próximos meses é de novas quedas na participação de dívidas de valores mais baixos, influenciadas, principalmente, pela inflação e crescimento da renda do brasileiro.

Gênero e faixa etária

Assim como ocorreu nos meses anteriores, as mulheres continuam representando a maior parte dos inadimplentes: 55,53% dos negativados em dezembro, ao passo que os homens representam 44,47%.

O levantamento também revela que a maior parte dos cadastros de negativados continua se concentrando na faixa de consumidores entre 25 e 49 anos: em dezembro, tal parcela representava 62,6% dos casos, ligeiramente acima dos 62,5% observados em novembro.

Segundo dados do IBGE, indivíduos entre 25 e 49 anos correspondem a 53,3% população brasileira. “São pessoas que tendem a se encaixar no perfil de chefes de família, responsáveis por gastos maiores como aluguel, mensalidades escolares, água, luz e telefone, e que, nem sempre realizam planejamento financeiro”, explica a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.

                     

Tags: calote, dados, economia, mulheres, pesquisa

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.