Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Economia

Balança comercial volta a apresentar déficit na terceira semana do mês

Agência Brasil

A balança comercial brasileira voltou a apresentar déficit (exportações menores que importações) na terceira semana de janeiro, ficando negativa em US$ 1,475 bilhão. Nas duas primeiras semanas do mês, o saldo já havia ficado no vermelho. Com o novo resultado, o Brasil acumula US$ 2,049 bilhões em saldo negativo no ano. O resultado semanal foi deficitário porque o país exportou o equivalente a US$ 3,772 bilhões e gastou US$ 5,247 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (20) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Apesar do saldo negativo, houve alta na média diária exportada, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil. O indicador ficou em US$ 754,4 milhões, 4,2% superior ao resultado acumulado até a segunda semana de janeiro. Os produtos básicos sustentaram a alta, com aumento de 20,1% nas vendas externas, principalmente em razão de petróleo bruto, minério de ferro, carnes bovina, suína e de frango e café em grão.

O recuo nas vendas de semimanufaturados (-20,2%) e manufaturados (-3,1%), no entanto, impediu um resultado mais expressivo das exportações brasileiras. No primeiro grupo, os produtos que puxaram a queda nas vendas foram açúcar bruto, celulose, ferro fundido e semimanufaturados de ferro e aço. No caso dos itens industrializados, houve decréscimo no comércio de polímeros plásticos, açúcar refinado, máquinas para terraplanagem, automóveis de passageiros, suco de laranja e laminados planos de ferro ou aço.

Do lado das importações, a média diária vendida na terceira semana teve forte alta na comparação com as duas primeiras. O indicador subiu 30,1%, passando de US$ 806,1 bilhões para US$ 1,049 bilhão. A elevação é explicada principalmente pelos maiores gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, automóveis e peças e produtos siderúrgicos.

Tags: Balança, dados, DESENVOLVIMENTO, economia, Ministério

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