Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Economia

Taxas dos títulos do Tesouro sobem com alta da taxa básica de juros

Portal Terra

Com a sétima alta consecutiva da taxa básica de juros da economia, anunciada nesta quarta-feira pelo Banco Central que terá como meta 10,5% ao ano, os títulos do Tesouro Federal continuam ganhando atratividade ante outras aplicações. 

As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) são títulos que acompanham a taxa básica, mas geralmente com algum desconto (se a meta é de 10,5%, esses títulos rendem, geralmente, 10,4% ao ano). Já as Letras do Tesouro Nacional (LTN) são títulos pré-fixados, que nesta semana chegaram a pagar 12,5% ao ano (com regaste em janeiro de 2017).

O Banco Central utiliza os títulos do Tesouro para atingir a meta estipulada nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa básica de juros serve de base para todas as outras praticadas na economia. Isto porque é a taxa que o governo paga por seus títulos – ativo de menor risco para investimento. Com a taxa com menor risco subindo, as instituições financeiras tendem a subir também as taxas para emprestar para pessoas físicas e empresas, já que o risco para emprestar para eles é maior do que para o governo.

Com taxas mais altas para empréstimos, fica mais difícil para pessoas físicas consumirem – o que freia a atividade econômica, reduz a demanda e a possibilidade de aumento de preços. E esse é o objetivo e a função do Banco Central: controlar a inflação.

Por outro lado, fica mais caro também para as empresas pegarem dinheiro emprestado para crescerem e aumentarem a oferta: outra maneira de frear a inflação. Para evitar esse problema, o governo possui um banco próprio para empresas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que cobra juros que não são atrelados à taxa básica.

Desde abril do ano passado, quando o Copom iniciou a série de altas da taxa, os juros básicos pularam de 7,25% ao ano para os atuais 10,5%. Já a poupança, produto de investimento mais popular no Brasil, hoje paga variação de 6% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR) - que não chega a ser de 1% ao ano.

Tags: economia, elevação, Governo, reflexos, selic

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