Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Economia

Rumores de reajustes impulsionam ações da Petrobras

Correção de preços dos combustíveis pode vir em junho

Jornal do Brasil

As informações que circularam nesta quarta-feira (15) de um possível reajuste dos preços dos combustíveis impulsionaram as ações da Petrobras na Bovespa, com pico de alta de quase 3%. A notícia sobre um possível reajuste em junho foi veiculada pelo jornal Folha de São Paulo afirmando que o reajuste já teria sido acertado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O acerto em torno desse novo reajuste foi feito em dezembro, durante reunião do Conselho de Administração da empresa, presidido pelo ministro da Fazenda.

A Petrobras tentou emplacar um reajuste automático de preços, mas a idéia foi abortada pela presidente Dilma Rousseff que soube da proposta pela imprensa. A forma atabalhoada de encaminhar a fórmula do reajuste criou um mal estar entre Dilma e a presidente da estatal, Graça Foster. Amigas de longa data, as duas ficaram sem se falar por um bom tempo até que o humor de Dilma estivesse mais palatável.

A empresa conseguiu apenas 4% de reajuste para a gasolina e 8% para o diesel  sob o argumento de que estava sendo feita uma "convergência dos preços internacionais ao mercado doméstico". Ainda nessa época, a Petrobras divulgou nota informando que os critérios do reajuste de combustíveis não seriam divulgados sem dar maiores explicações para o sigilo.

A Petrobras informou apenas que adotaria uma fórmula para futuras correções de preços combinando a política de reajuste com o crescimento da produção de petróleo. A maior preocupação do governo federal com os reajustes dos combustíveis é o impacto dos aumentos sobre a inflação. Essa preocupação se agrava com o ano eleitoral para que não haja nenhum arranhão na campanha de Dilma.

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