Jornal do Brasil

Terça-feira, 29 de Julho de 2014

Economia

Impostômetro marca amanhã os primeiros R$ 100 bilhões de 2014

Jornal do Brasil

Os primeiros R$ 100 bilhões em tributos arrecadados neste ano serão registrados nesta quinta-feira (16), às 11 horas. A informação estará no Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), localizado na Rua Boa Vista, centro da capital paulista.

O painel aponta o valor total de impostos, taxas e contribuições destinados à União, aos estados e aos municípios. No ano passado, os primeiros R$ 100 bilhões foram registrados dia 23 de janeiro (7 dias mais tarde), revelando aumento da carga tributária.  

O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, alerta que essa carga vai aumentar ao longo de 2014 e explica as causas. "A arrecadação tributária vai continuar crescendo por fatores como inflação e crescimento da economia; e também pelo corte de incentivos fiscais concedidos anteriormente, como o do IPI para automóveis", afirma Amato. "A perspectiva", acrescenta ele, "é de que não tenha redução de tributos durante este ano em razão da situação fiscal apertada".

Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagaram em tributos e também visualizar o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

Volta às aulas

Levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) - cujos dados abastecem o Impostômetro - revela a carga tributária embutida nos produtos relacionados com a volta às aulas. Entre os itens analisados, o que possui maior carga é a caneta: do preço final desse produto, 47,49% são impostos. Uma simples régua possui 44,65% de impostos. Já agenda, apontador e borracha apresentam, cada um, 43,19% de taxas.

Para vestir as crianças, os pais também vão pagar impostos altos: as cargas tributárias do tênis nacional e do importado são de 44% e 58,59%, respectivamente; e roupas têm 34,67% de impostos.  

Tags: dados, economia, recorde, SP, tributos

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